Política

GOVERNO DORIA

Meirelles, mentor das reformas de Temer, estará no governo Doria para atacar trabalhadores de SP

Doria fecha a equipe de seu governo chamando o último nome para a secretaria da Fazenda o ex-ministro do golpista Temer: Henrique Meirelles. Deixando claro que pretende aplicar ainda mais ajustes econômicos e jogar toda a crise nas costas dos trabalhadores de São Paulo.

quarta-feira 12 de dezembro de 2018| Edição do dia

O equipe de Doria (PSDB) planejada para atacar duramente os trabalhadores no Estado de São Paulo se concretiza e firma uma aliança com o ex-candidato à presidente Meirelles (MDB), ex-ministro da Fazenda do governo Temer e mentor de diversos ataques contra os trabalhadores e contra a juventude, como a reforma da previdência. Parte importante do governo golpista de Michel Temer, não só ajudou a preparar o golpe no governo de Dilma, como também foi uma das cabeças que pensaram ativamente os carros-chefes do governo de Temer, que eram os ataques aos trabalhadores e a juventude.

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Doria, alinhado a Bolsonaro, que inclusive usou o ultrareacionário presidente em sua campanha sob o slogan de “Bolsodória”, entra no governo do Estado de São Paulo prometendo implementar todas as reformas defendidas por Bolsonaro, que já tinham sido também defendidas por Temer, mas agora ainda mais profundos e violentos contra milhares de trabalhadores do Brasil. Não é por acaso que o governador que se elegeu dizendo ser "novo", na realidade pratica a velha política suja e corrupta desde a prefeitura de São Paulo e se alinhando com o que tem de mais conservador e reacionário, como sua aliança com o PSL (partido de Bolsonaro), chamando para diversas secretarias ex-ministros do governo de Temer ou base aliadas deste governo.

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A gestão de Doria na prefeitura deixou marcas de seu projeto de governo para o Estado: comprou remédios vencidos de indústrias farmacêuticas, planejou implementar a "ração-humana" para pessoas em situação de rua e até mesmo na merenda escolar e a reforma da previdência dos servidores municipais, derrotada pela luta dos professores. Ao lado de Meirelles, idealizador da reforma trabalhista que quer fazer com que os brasileiros trabalhem até morrer e abrir ainda mais espaço para o capital privado investir no setor previdenciário, Doria deixa evidente que seu projeto de governo caminha em paralelo com Bolsonaro.

Veja: Os professores que derrotaram Dória devem ser linha de frente contra Bolsonaro

Os professores, que novamente se colocam na luta contra a reforma da previdência municipal (SampaPrev) deram exemplo de luta contra Doria, que foi obrigado a recuar após uma greve massiva e atos de milhares. Se apoiando nesse exemplo e em tantos outros que mostram a força dos trabalhadores, é preciso que toda a classe trabalhadora, a juventude, mulheres, negros e LGBTs se organizem em comitês de base em cada local de trabalho e estudo, em torno de um plano de luta capaz de derrotar Dória, Meirelles, Bolsonaro, e barrar o plano de reformas violentas que querem aplicar sobre as nossas costas fazendo com que paguemos pela crise.

Utilizemos do exemplo também dos franceses que estão fazendo uma grande jornada contra as reformas de Macron, onde trabalhadores e a juventude lutam pelas ruas que não aceitaram os ajustes e vão pagar pela crise que os capitalistas criaram.




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