DORIA

Medidas autoritárias que comprovam que Doria mentiu sobre seu próprio governo

Além do apoio político abertamente público e conhecido que deu a Bolsonaro durante o segundo turno das eleições 2018 participando da chapa não oficial "BolsoDória", Dória e seu partido PSDB já protagonizou, ordenou e comandou inúmeros atos violentos e autoritários durante seus governos.

sexta-feira 9 de agosto| Edição do dia

Dória, governador do estado de São Paulo, em viagem à China afirmou nesta sexta-feira (9): "não faz um governo autoritário" tentando desvincular sua imagem à de Bolsonaro que tem perdido popularidade.

Além do apoio político abertamente público e conhecido que deu a Bolsonaro durante o segundo turno das eleições 2018 participando da chapa não oficial "BolsoDória", Dória e seu partido PSDB já protagonizou, ordenou e comandou inúmeros atos violentos e autoritários durante seus governos.

“Nossa preocupação é fazer um governo múltiplo, não isolado ou autoritário, onde apenas uma pessoa manda, determina, comanda”, disse ele; entretanto, comemorou através do Twitter a transferência de Lula, cuja prisão foi totalmente arbitrária e autoritária, permitindo, assim, que Bolsonaro vencesse as eleições profundamente manipuladas de 2018.

*foto do tweet*

Numa medida muito autoritária e de censura aos docentes, o tucano ditou a fiscalização das aulas, em seu conteúdo e forma, em que impõe que os coordenadores assistam as aulas e façam relatórios da postura do professor na sala, do tempo utilizado para transmitir sua disciplina e também dos assuntos que estão sendo abordados. Uma verdade perseguição ideológica. A falta de funcionários, desde inspetores até de coordenadores e especialistas pedagógicos, materiais escolares e básicos na escola pública, entretanto, não é nem de longe prioridade em seu governo.

Reprimiu atos contra Bolsonaro em 2019, atos de juventude contra os cortes na educação e demitiu inúmeros funcionários no metrô de São Paulo, desrespeitando a constituição e o direito de greve, para que estes setores não oferecessem resistência aos ataques proposto pelos governos, como a profunda precarização da educação pública e a reforma da previdência.

Dória está tentando escalar na maré pseudo-opositora de uma parte da imprensa Burguesa, que apoia Bolsonaro em defesa da reforma da ditadura, mas que finge reprovar suas declarações racistas, machistas e contra a liberdade de imprensa. Esta ala (Estado de São Paulo, Folha, Globo) está mais alinhada com o tucanato do PSDB - como é o caso da Folha de SP que preferia mil vezes Alckmin à Bolsonaro.
Durante os mais de 20 anos de PSDB no governo de São Paulo, Alckmin manteve uma relação de fortalecimento e incentivo à violência policial, desde o genocídio da população pobre e negra até as demasiadas repressões em manifestações contra o aumento da tarifa e de professores contra o nefasto SAMPAPREV.

Além de toda a repressão, Dória que apesar de se afirmar "João trabalhador" em que de trabalhador não tem nada, pois é propriamente o patrão, cometeu um desvio milionário. A manobra de Dória consiste em contabilizar os gastos com a previdência dos professores estaduais como parte dos investimentos em educação, fazendo elevar o montante total e poupando o governo de investir bilhões de reais.

Não se pode esquecer que Dória, agora governador do estado de São Paulo, foi o prefeito-gestor privatista da Reforma da Previdência nas costas das professoras, professores e servidores municipais de São Paulo. Aprovada e implementada por Bruno Covas, também do PSDB, a Reforma da Previdência do SAMPAPREV não passou sem uma grande batalha do professorado e funcionalismo público de São Paulo. A alegação foi a falta de dinheiro público e agora pode-se ver que Dória se vale de manobras contábeis para enganar os trabalhadores e a juventude paulista para atacar. Enquanto isso, Bruno Covas mantém os privilégios dos servidores do alto escalão, que agora têm “bônus” de R$6 mil em seus salários de R$19 mil.

É necessário que as centrais sindicais CUT e CTB e as entidades estudantis dirigidas pela UNE (PCdoB) saiam da paralisia e parem com suas negociatas, colocando de pé um verdadeiro plano de lutas, para organizar desde a base trabalhadores e estudantes, em unidade, a fim de enfrentarmos os autoritários e duríssimos ataques contra a classe trabalhadora e a juventude advinda destes governos de patrões.




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