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CORONAVÍRUS

Médicos denunciam situação calamitosa nos hospitais federais do Rio

Após Bolsonaro pedir para as pessoas invadirem e gravarem os hospitais, os trabalhadores resolveram mostrar qual é a real situação dos hospitais federais, que é de precarização e calamidade.

quarta-feira 17 de junho| Edição do dia

Após Bolsonaro incentivar seus seguidores para mostrar a situação dos hospitais, os médicos dos hospitais federais do Rio resolveram mostrar qual é a real situação que estão submetidos. E o resultado depõe contra o presidente. Segundo postagem do sindicato dos médicos:

"1. Hospital Federal de Bonsucesso - 250 leitos desativados, porque disseram que seria para atender Covid. Só abriram 50.

2. Hospital Federal da Lagoa - desde 2019, 6o e parte do 7o andar FECHADOS, prontos para funcionar, porém impedidos e ociosos.

3. Hospital Federal dos Servidores - equipamentos empilhados, enfermarias fechadas e utilizadas para outros fins que não atendimento ao público.

4. Hospital Federal de Ipanema - centro cirúrgico sub-utilizado há anos, com salas fechadas.

5. Hospital Federal do Andaraí - equipamentos sem uso e manutenção, inclusive respiradores.

6. Hospital Federal Cardoso Fontes - emergência improvisada, denúncias de pacientes com suspeita de Covid19 compartilhando espaços com pacientes imunodeprimidos.

7. Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia - 20 salas de cirurgia, boa parte sem utilização há muitos meses, independente da Covid, por falta de profissionais.

8. Instituto Nacional de Cardiologia - limitação de atendimentos por falta de profissionais.

9. Instituto Nacional do Câncer - serviços com produção limitada por falta de medicamentos quimioterápicos, provlemas crônicos de manutenção e dalta de profissionais.

Em TODOS:

- Ültimo concurso público há 10 anos
- Contratos temporários com salários congelados há 06 anos e sem direitos trabalhistas.
- Denúncias comuns de assédio moral aos trabalhadores estatutários, contratados e terceirizados.
- Denúncias de influência política de políticos e até milicianos no uso de vagas e na contratação de serviços.
- Falta de integração aos sistemas de regulação de leitos e consultas com o SUS do Rio de Janeiro.
- Trabalhadores MORTOS por Covid19 contraída no trabalho.
- 500 trabalhadores demitidos em 31 de maio."

A calamidade na saúde pública do Rio não é novidade, conforme já denunciado no Esquerda Diário. Enquanto Bolsonaro esboça seu negacionismo, deixou hospitais com leitos desativados (numa cidade onde chegou a ter mais de 1000 pessoas no fila de leitos). No entanto, a situação na rede estadual e municipal não é muito diferente. Por isso os trabalhadores tem que levantar um programa próprio exigindo:

Pela imediata disponibilização de EPI’s e instruções sobre prevenção ao coronavírus a todos os trabalhadores da saúde! Que se instalem comissões de higiene e saúde para que os trabalhadores controlem as medidas!

Por testes massivos regulares aos trabalhadores da saúde! Licença remunerada e garantia de benefícios a todos os trabalhadores do grupo de risco ou que apresentarem sintomas!

Iguais direitos e condições a todos trabalhadores da saúde! Pela contratação imediata de todos os terceirizados sem necessidade de concurso! Pelo fim da terceirização!

Contratação de trabalhadores da saúde desempregados e estudantes da saúde nos últimos anos já em condições e salários dignos! É um absurdo que em um país com 11 milhões de desempregados (número que tende a aumentar nessa crise) os trabalhadores da saúde tenham que ser submetidos à jornadas extenuantes! Os trabalhadores necessitam estar em condições físicas em mentais para fornecer o atendimento adequado! Pela redução da carga horária dos trabalhadores sem a redução do salário!

Disponibilização urgente de mais leitos de UTI e respiradores! Imposto sobre grandes fortunas e não pagamento da dívida pública, disponibilizando esses recursos para a saúde!

Pela unificação e centralização do sistema de saúde privado e público, sob controle dos trabalhadores!




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