MEDICINA DO CAPITAL

Medicina refém do poder econômico: o exemplo do ozônio

Por que procedimentos médicos tão promissores como o ozônio são marginalizados na medicina brasileira?

Gilson Dantas

Brasília

terça-feira 21 de agosto| Edição do dia

Embora haja quem acredite que a Anvisa existe para nos proteger, o Ministério da Saúde para cuidar da nossa saúde pública e que os procedimentos médicos disponíveis são os melhores, os mais eficientes, não faltam exemplos para abalar esse senso comum.

O fato de que a técnica barata e eficiente do ozônio na cura ou alívio de várias doenças ser uma técnica até hoje censurada pelas instituições da medicina oficial ilustra essa tese.

É uma ingenuidade supor que aquilo que a medicina comercial põe à disposição das pessoas enfermas foi selecionado cientificamente ao longo de décadas, de experimentos desinteressados e da eliminação de tecnologias ruins e sujas e que, finalmente, “se existe é bom”. E é ingenuidade porque subestima, claramente, o fato de que a medicina oficial é refém do poder econômico [a começar da Big Pharma, das multinacionais químicas e de medicamentos].

Ganhar o máximo de dinheiro possível com a doença alheia, com procedimentos mais caros e medicamentos de uso continuado é o elemento central nos cálculos dos CEOs [gerentes] da indústria médica, da Big Pharma.

O ozônio não oferece essa margem de lucro toda.

O ozônio, dentre outras propriedades, é um grande bactericida, fungicida e viricida. Zero efeitos colaterais se se tratar de um profissional competente. O próprio organismo fabrica uma pequena quantidade de ozônio todos os dias. E, por fim, nenhuma bactéria resiste ao ozônio.

O ozônio – tecnologia simples - é relativamente reconhecido em Cuba e em certos países europeus como um procedimento sem toxicidade na dose certa e que substitui plenamente e vantajosamente, em várias enfermidades, o chamado tratamento químico-medicamentoso caro e sujo s.

O ozônio são três átomos de oxigênio, portanto, um composto instável que constantemente está liberando oxigênio em estado nascente ali onde ele for injetado, borbulhado ou depositado.

Por outro lado, o ozônio seria o mais científico, mais potente e mais limpo tratamento para a água de beber nas cidades. Ele não somente atua como bactericida como possui a vantagem – sobre qualquer outra alternativa – de neutralizar os anticoncepcionais que chegam diariamente até nosso corpo através da água que bebemos. Água que foi “tratada” com química, com flúor, este sim, altamente tóxico, em particular para a tireoide. E que deixa passar anticoncepcionais.

Mas isso não é pauta para as instituições médicas e faculdades, todas elas tradicionalmente formatadas pelos grandes interesses da medicina do capital. Pouco preocupadas com toxicidade ou “efeito colateral” nos seus procedimentos.

A grande mídia sensacionalista [que vende notícias interessadas e para nada neutras], e que é parte do mesmo jogo, de vez em quando se ocupa do ozônio para mostrar charlatães, inclusive médicos charlatães, que estariam fazendo uso indevido e bem comercial do ozônio. Outro dia saiu um programa na Globo com esse conteúdo. Exposto com barulho suficiente para “queimar” a opção do ozônio, o caso de dois médicos que cobravam uma fortuna pelo uso do ozônio e prometendo a cura do câncer.

É uma hipocrisia semelhante à do aborto.

Primeiro proíbem o direito elementar do aborto – isto é, o poder da mulher sobre seu próprio corpo – para em seguida, volta e meia, implodirem com estardalhaço uma clínica de aborto que cobra caro pelo serviço.

Não existe nenhuma razão para censurar o uso médico do ozônio.
Os argumentos estão no vídeo abaixo, de uma profissional do ozônio que luta por sua integração plena à medicina oficial.

Mas há razões, sim, de ordem política e econômica.

E isso basta quando se trata de uma técnica barata e que não dá patente [a fabricação de um aparelho para produção de ozônio é de domínio público].
E esse é o problema. Não é um problema médico, das propriedades médicas do ozônio.

O ozônio é fundamental no tratamento do pé diabético [com o gás ozônio borbulhado em um balde nos pés], ele é indicado para a esterilização eficiente de centros cirúrgicos; é popularmente utilizado em unidades de saúde cubanas para alívio e tratamento de várias situações ambulatoriais; também na Rússia, na China, na Itália, tendo-se originado na Alemanha.

É possível, com ozônio, reduzir a carga viral de pacientes com AIDS, e a literatura científica em outras línguas – ao contrário do que alega a burocracia médica – aponta para inúmeras possibilidades reais de utilização do ozônio na medicina, afora outras que a pesquisa oficial não se interessou em explorar.

Dentre elas para herpes, alergias respiratórias, hérnia de disco, infecções ginecológicas, casos determinados de cegueira, artrite, também na estética.

E cá entre nós, soa estranho que o ozônio possa ser usado, clinicamente, na Itália e no Brasil não. Os dois médicos que foram no Fantástico combater a legalização do ozônio no Brasil ficam em maus lençóis se passamos a pensar sobre o tema com nossa própria cabeça: o ozônio é bom o suficiente para os cientistas italianos, os russos, os chineses, os cubanos, mas o Brasil não aceita. Uma lógica ligeiramente sem pé nem cabeça.

No entanto há décadas que a burocracia médica oficial nega o direito ao uso do ozônio na medicina brasileira e basicamente o mantém à margem, fora da lei. Ironicamente, essa mesma burocracia oficializou a homeopatia, que não tem o menor fundamento científico; coisa aliás, fácil de entender: os produtos etéreos da homeopatia não molestam para nada – sob nenhum ponto de vista - aos interesses da Big Pharma.

No entanto, opções como a fitoterapia científica, o parto humanizado e de cócoras, o uso da tireoide dessecada no tratamento de doenças crônico-degenerativas, do aparelho de radiofrequência de Raymond Rife no tratamento de tumores, o uso do óleo de Cannabis para várias doenças, o uso de enzimas proteolíticas no tratamento de processos inflamatórios ortopédicos: a lista é enorme mas são técnicas devidamente mantidas à margem do sistema ou desclassificadas pela autocracia da ordem médica dominante.

Por conta disso, trata-se de um debate que precisa ser levado adiante pelo único protagonista que pode pôr um basta nesse cerceamento de todo tratamento que não dê patente para os oligopólios privados: a classe trabalhadora. Seus órgãos, seus partidos, seus coletivos de todo tipo, se abraçarem essa pauta, na perspectiva de um governo que não esteja a serviço do capital, podem virar o jogo.

Podem arrancar o debate – que aliás sequer existe, de fato – das mãos das igrejinhas da grande corporação médica. As mesmas que defendem tratamentos e diagnósticos “sujos”, como a mamografia, que já vem sendo denunciada em vários países como capaz de promover o câncer [pelo esmagamento da mama sob o impacto de radiações ionizantes].

De toda forma, se impõe uma segunda opinião.

O discurso contra o ozônio, sua proibição, sua marginalização por décadas e décadas no nosso país, é uma questão que não pode ficar restrita à corporação monocrática das chamadas autoridades médicas. Elas estão longe de serem neutras, da mesma forma que as chamadas “agências reguladoras” do Estado, as mesmas que liberam pesticidas altamente tóxicos – e já proibidos em outros países – e declaram guerra a uma substância promissora contra o câncer, redescoberta por cientistas brasileiros, a fosfoetanolamina.

Enquanto esse debate não for realmente aberto, não contar com o protagonismo político dos trabalhadores, técnicas promissoras como a ozônioterapia ficarão nas mãos nada confiáveis de charlatães ou, na melhor das hipóteses, subutilizadas ou usadas sem conhecimento de causa ou em clínicas privadas de alto custo.

A seguir, caso lhe interesse, vídeo de esclarecimento da Dra Maria Emília G Serra sobre a ozônioterapia:


Mais 3 vídeos que podem interessar:

1 - Nesta entrevista, a presidente da Associação Brasileira de Ozônioterapia desmascara o programa da Globo [Fantástico de 7/2018], feito de encomenda para desencorajar a ozônioterapia:

https://youtu.be/svI9Klh7_Ow

2 - Neste vídeo, depoimento de um médico sobre o sucesso do tratamento com ozônio para uma doença neurológica do próprio filho [para a qual a neurologia não tem, de fato, opções]:
https://www.facebook.com/AssociacaoBrasileiraDeOzônioterapia/videos/1698575563495230/

3 - Neste vídeo, médico do Hospital das Clínicas, em 2016, é entrevistado sobre o uso do ozônio naquele hospital. Pouco tempo depois, o serviço foi desencorajado e, na prática, implodido pelo sistema médico:

________




Tópicos relacionados

Ciência e Tecnologia   /    medicina do capital

Comentários

Comentar