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Demorou | Maurício Souza é afastado do Minas Tênis Clube após publicações homofóbicas em redes sociais

O jogador de vôlei postou para seus 250 mil seguidores no instagram sua revolta com o anúncio da DC Comics onde diz que o novo super-Homem vai se descobrir bissexual. Flávio Bolsonaro se apressou em repudiar o afastamento do jogado pelo time.

quarta-feira 27 de outubro | Edição do dia

Descontente com o anúncio da DC Comics de que o novo Super-Homem, filho do Super-Homem original, vai se descobrir bissexual, o jogador de vôlei Mauricio Souza postou em seu instagram "Ah, é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar".

A postagem ganhou repercussão e os patrocinadores, Fiat e Gerdau, pressionaram para que o Minas Tênis Clube tomasse medidas mais firmes em relação contra a manifestação homofóbica, uma vez que a direção do time havia apenas soltado uma declaração genérica.

Mauricio foi afastado temporariamente da equipe e pressionado a se retratar publicamente. Ele se recusou a apagar, mas com a pressão fez uma retratação iniciamente nas sua conta do Twitter com apenas 50 seguidores e só depois no instagram que, depois da polêmica, já está com mais de 300 mil seguidores. Na suposta retratação, Mauricio diz "Vim para pedir desculpas a todos os que se sentiram ofendidos com a minha opinião, por eu defender aquilo em que acredito" (...) "Infelizmente, a gente não pode ​mais dar opinião, não pode mais colocar os valores acima de tudo, os valores da família".

O senador Flávio Bolsonaro saiu em defesa de Maurício propondo boicotar as empresas patrocinadoras do time "Não compre produtos da Fiat e da Gerdau, são contra a liberdade de opinião! Estes patrocinadores do vôlei do Minas Tênis Clube são os responsáveis pela perseguição ao grande Maurício Souza! Comer o pão que o diabo amassou pra vencer na vida, pelos próprios méritos, não vale nada para esses patrocinadores. Toda minha solidariedade a você, Maurício! Não vai faltar time querendo seu talento e respeitando suas opiniões". Maurício nunca escondeu seu apoio à Bolsonaro e esta não foi sua primeira declaração homofóbica.

Como ressaltou a professora Flavia Vale "A luta contra a LGBTfobia e contra o governo Bolsonaro e Mourão tem que ser feita pela força da mobilização. Sem nenhuma confiança em empresas, como a Fiat e a Gerdau, que usam a pauta LGBT para gerar mais lucros."




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