Política

MILITARES NO GOVERNO

Marinha quer gastar milhões com brincos e echarpes de luxo enquanto o povo morre de fome e Covid

O Centro de Intendência da Marinha em Niterói prevê gastos de até 2,8 milhões de reais para a compra de "brindes". Enquanto mais de 100 mil brasileiros já morreram de Covid em meio à falta de testes, leitos e respiradores, a Marinha pretende gastar milhões com brincos, echarpes, porta-retratos e outras bugigangas.

quarta-feira 12 de agosto| Edição do dia

As informações são da coluna de Robson Bonin. A lista de compras incluem 938 pares de brincos, 428 echarpes, 745 porta-retratos, além de canetas, porta-bolsas, ‘cristal prisma’, moedas, estatuetas fundidas em metal e lapiseiras. Um verdadeiro desperdício de dinheiro para sustentar luxos fúteis para os militares.

Enquanto isso, em diversos hospitais faltam EPIs, respiradores ou mesmo o sedativo necessário para "entubar" pacientes. Assim como os trabalhadores da saúde continuam sofrendo ataques econômicos mesmo sendo linha de frente no combate à pandemia. Um exemplo disso fica há alguns quilômetros do próprio Centro de Intendência da Marinha, no HUAP-UFF de Niterói, o Hospital Universitário da Universidade Federal Fluminense, em que semana passada os trabalhadores se manifestaram contra o corte no adicional de insalubridade e a falta de EPIs. Uma situação que é generalizada no Brasil, que já registra o maior número de mortes de trabalhadores da saúde no mundo.

Não apenas na saúde, mas o conjunto dos trabalhadores sofre com desemprego, miséria, corte de salários e contando apenas com o auxílio de 600 reais, insuficiente para o sustento de uma família. Com a grande maioria sendo obrigados a se exporem diariamente, aumentando as cifras de mortos e infectados. É este o cenário no qual a Marinha pretende gastar quase 3 milhões de reais com futilidades.

Nada muito chocante vindo de militares, que mesmo em meio à pandemia vieram articulando outros esquemas escandalosos. A associação que o bolsonarismo faz entre militares e honestidade não passa de delírios dos lambe-botas.

Bolsonaro, Mourão, militares, STF, e os governadores - junto aos empresários, são responsáveis pelas mais de 100 mil mortes e por transformarem o Brasil no epicentro da doença, hoje, no mundo. São responsáveis por gerir a catástrofe em curso, esbanjando privilégios enquanto morrem mais de 1000 pessoas de COVID por dia. Os trabalhadores precisam se organizar para que não sejam os mais pobres que paguem pela crise. Com uma nova Constituinte, livre, soberana e imposta pela luta dos trabalhadores podemos escorraçar do poder Bolsonaro e Mourão, e também seus generais, o STF eleito por ninguém e todos os políticos reacionários, corruptos e privilegiados. Assim o conjunto dos trabalhadores poderá discutir os rumos do país e do combate à pandemia para que sejam os capitalistas que paguem por esta crise com seus lucros.

Veja também: Propostas do MRT diante da crise no Brasil e no mundo




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