Política

INIMIGA DAS MULHERES

Marina diz que, se eleita, dará prioridade à reforma da previdência

Candidata à presidência, entusiasta do golpe institucional que veio atacar ainda mais a classe trabalhadora, defende que, se eleita, dará prioridade à reforma da Previdência, dando continuidade ao plano de ajuste dos golpistas.

Douglas Silva

Estudante da UFJF

quarta-feira 19 de setembro| Edição do dia

A candidata do Rede, que em 2014 apoiou nada mais nada menos que o tucano Aécio Neves para o Planalto, no segundo turno, além de se colocar fortemente a favor do golpe institucional e da arbitrariedade do poder judiciário que retirou o direito do povo decidir em quem votar, mantendo Lula preso nessas eleições manipuladas, disse na tarde de ontem (18) que a reforma da Previdência “é uma prioridade”.

Leia também: Marina Silva diz não se arrepender de ter defendido o golpe institucional

Não muito diferente do que defende Bolsonaro, Marina fala em um modelo de “capitalização” da Previdência - sem dizer claramente como se daria essa reforma -, ela segue defendendo o mesmo que alguns presidenciáveis, como o capitão do PSL.

A reforma da previdência é um verdadeiro ataque aos trabalhadores de todo o país, que terão de trabalhar até morrer sem direito a receber uma aposentadoria digna,
para então permanecer intactos por exemplo o religioso pagamento da dívida pública ou mesmo manter intactos os privilégios da alta casta do Judiciário.

O que a história de aproximadamente três décadas de capitalização da previdência pública, no Chile, nos mostrou, foi que não deu certo para a maior parte da população, aquela mais pobre. No país vizinho, 91% dos aposentados recebem em média R$ 694, menos do que o salário mínimo chileno, gerando altíssimos índices de suicídio na terceira idade.

Apoiada em parte do que há de mais atrasado na política brasileira, Marina tenta aparecer como defensora dos direitos das mulheres, mas na verdade demonstra, mais uma vez, não ser nenhuma alternativa para a classe trabalhadora nem para as demandas das mulheres, principalmente para aquelas que, mesmo não defendendo voto no PT, se colocam fortemente contra o golpismo, o avanço bonapartista nessa eleição manipulada e contra cada ataque propiciado pelo golpe institucional que avança contra a classe trabalhadora.




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