Sociedade

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Marielle e outras 16 Lideranças populares que foram executadas

Lideranças populares que foram executadas porque se enfrentavam com os interesses dos grandes capitalistas, das multinacionais aos latifundiários, ou mesmo, como no caso de Marielle, ousaram denunciar a brutal repressão do Estado e suas polícias.

sexta-feira 16 de março| Edição do dia

Marielle Franco - 14 de março/2018

Socióloga, ativista dos movimentos feminista e negro e vereadora mais votada do PSOL na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Foi executada no centro da capital fluminense, juntamente com o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes. Marielle atuava na comunidade da Maré, onde morava, e, na semana anterior a sua morte, denunciou a violência e os abusos da Polícia Militar do Rio no bairro de Acari.

Paulo Sérgio Almeida Nascimento e Fernando Pereira - 12 de março/2018 e 22 de dezembro/2017

Líderes comunitários membros da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama) de Barcarena, nordeste do Pará. Paulo, aos 47 anos, foi assassinado a tiros no dia 12 de março, cerca de três meses após o assassinato de Fernando Pereira, também assassinado a tiros no dia 22 de dezembro de 2017. As vítimas executadas sofreram juntamente aos demais membros da Associação ameaças da mineradora norueguesa Hydro Alunorte. As perseguições se intensificaram após as denúncias e ações na Justiça que a Cainquiama realizou contra os crimes ambientais da multinacional.

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Carlos Antonio dos Santos (Carlão) - 7 de fevereiro/2018

Líder de movimento agrário de Paranatinga, Mato Grosso. Aos 51 anos, foi assassinado a tiros na presença de sua esposa e filha, em frente à prefeitura de Paranatinga, no dia 7 de fevereiro de 2018. A execução aconteceu após Carlão receber diversas ameaças por ser defensor dos assentados.

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Leandro Altenir Ribeiro Ribas - 28 de janeiro/2018

Líder comunitário da Vila São João, zona norte de Porto Alegre-RS. Aos 43 anos, Leandro foi assassinado a tiros no dia 28 de janeiro de 2018. Desde o primeiro momento a polícia se recusou a identificar o crime como uma execução, mas essa é uma suspeita que ganha peso com o clima de perseguição e assassinatos às lideranças comunitárias que desafiam os grandes empresários em defesa da população pobre.

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Márcio Oliveira Matos - 24 de janeiro/2018

Dirigente nacional do movimento de trabalhadores rurais MST e militante do PT, da cidade de Iramaia, sudoeste da Bahia. Márcio, aos 33 anos, foi assassinado brutalmente na frente de seu filho de 6 anos, no dia 24 de janeiro de 2018. A execução a tiros aconteceu dentro do assentamento Boa Sorte Una. É uma realidade a violência e ameaças aos militantes do MST por parte dos grandes latifundiários e proprietários rurais.

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Valdemir Resplandes (“muleta”) - 9 de janeiro/2018

Líder do MST e defensor dos Direitos Humanos, em Anapu, Pará. Assassinado a tiros, Valdemir estava envolvido nos conflitos de terras e sua execução se deve a sua atividade política contra os fazendeiros.

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Jefferson Marcelo - 2 de janeiro/2018

Presidente da Associação de Moradores de Madureira, Rio de Janeiro. Jefferson, de 41 anos, desapareceu no dia 30 de dezembro de 2017 e teve seu corpo encontrado com sinais de enforcamento no dia 2 de janeiro. Jefferson havia denunciado a atuação na região de um grupo de milicianos e foi assassinado.

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Clodoaldo dos Santos (“barriga”) - 14 de dezembro/2017

Líder do movimento de desempregados SOS Empregos de Sergipe e membro da Central Sindical e Popular - Conlutas. Clodoaldo foi assassinado a tiros na porta de sua casa no dia 14 de dezembro de 2017, e os indícios levam a uma execução contra sua atividade militante em favor dos desempregados e mobilizações que organizou na Termelétrica Porto de Sergipe.

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Fábio Gabriel Pacifico Santos (“binho dos palmares”) - 19 de setembro/2017

Líder quilombola, do Quilombo Pitanga dos Palmares, Bahia. Executado a tiros, quando ia ao velório de uma amiga e companheira de movimento.

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José Raimundo da Mota de Souza Júnior - 13 de julho/2017

Líder quilombola e membro do Movimento Pequenos Agricultores, na Bahia. Conhecido como Júnior, era defensor da agroecologia e educador popular. Foi assassinado a tiros no dia 13 de julho de 2017, enquanto trabalhava com o irmão e um sobrinho. Júnior foi parte dos cerca de 47 assassinatos no campo estipulados pela Comissão Pastoral da Terra a respeito do primeiro semestre de 2017.

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George de Andrade Lima Rodrigues - 20 de junho/2017

Líder comunitário, em Recife-PE. Aos 37 anos, George assassinado a tiros e teve seu corpo encontrado com arame farpado no pescoço, após três dias desaparecido. George foi sequestrado por policiais milicianos e dias depois foi encontrado executado.

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Eraldo Lima Costa e Silva - 19 de junho/2017

Líder do MST na zona norte do Recife-PE. Aos 57 anos, Eraldo foi assassinado após ser retirado a força da sua casa, numa ocupação em Guabiraba, e levar 4 tiros no dia 19 de junho. A execução é fruto de perseguição contra sua atividade no Movimento Sem Terra.

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Valdenir Juventino Izidoro (“lobo”) - 05 de junho/2017

Líder de movimento camponês da ocupação Fazenda Trianon, Rondônia. Aos 50 anos foi executado com um tiro nas costas no dia 5 de junho de 2017. Valdenir estava sob mira de grandes fazendeiros por liderar o movimento de assentados e organizar ocupações na região.

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Luís César Santiago da Silva (“cabeça do povo”) - 15 de abril/2017

Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem (SINTEPAV), além de candidato à vereador por São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Fortaleza-CE. Assassinado a tiros, aos 39 anos.

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Waldomiro Costa Pereira - 20 de março/2017

Líder do MST do Pará. Waldomiro foi assassinado a tiros na UTI de um hospital, onde se tratava por conta de um ataque cardíaco que tinha sofrido.

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