Política

Mares Guia, pré candidato ao governo de MG, diz que reforma da previdência é socialista

sexta-feira 5 de janeiro| Edição do dia

João Batista dos Mares Guia, provável nome a ser lançado como pré-candidato pela Rede Sustentabilidade ao governo de Minas Gerais, afirma que a reforma da previdência tem quase um “viés socialista”. Como acionista da Kroton, um dos maiores monopólios da educação de todo mundo, até a reforma que acaba com a aposentadoria da população parece algo ameaçador das riquezas dos capitalistas.

Em entrevista ao jornal "O Tempo", ele disse: “A reforma tem quase um viés socialista, porque ela transfere renda de cima para baixo. Essa esquerda, quer dizer, eles se dizem de esquerda, representa e defende apenas uma elite atrelada às castas. Hoje, o Estado é um promotor da desigualdade. Eles são covardes morais”, em que deixou claro sua defesa da reforma, quando ataca as formas de luta e resistência. Além da absurda associação da reforma da previdência ao socialismo.

Não estenderemos aqui a evidência de que no capitalismo, mesmo com os avanços da tecnologia e da medicina que permitem as pessoas vivam mais, é impossível de garantir uma vida digna, quando esse sistema retira o pão e o salário dos aposentados para perpetuar. A “nova” reforma da previdência vai acabar com sua chance de se aposentar, aperfeiçoando as garras da desigualdade social perpetuada pelo sistema. Se para Mares Guia a reforma é socialista, o que reservaria para Minas um governo dele.

No entanto, para Mares Guia, que faz da educação uma mercadoria base de um enorme monopólio do grupo Kroton, é fácil falar incoerências como a reforma previdência ter viés socialista, sendo um acionista a favor da educação ser uma mera garantidora do status quo e das ganâncias de um punhado de famílias de empresários capitalistas.

Mas não para por aí. Mares Guia também esteve presente na secretaria de educação de Contagem durante a imposição antidemocrática do ensino fundamental por ciclos, o “Programa Municipal de Educação”. Primeiro e segundo ciclo (1° ao 5° ano); e terceiro e quarto ciclo (6° ao 9° ano). O que na prática atua em prol da redução do número de escolas e aumento da precarização do ensino público.

Leia mais em: Alex de Freitas gera caos na educação de Contagem com reorganização escolar

Mostrando assim que veio articular um processo de reestruturação escolar, uma investida neoliberal que já começa a mostrar suas garras em Contagem. Onde o então prefeito Alex de Freitas (PSDB) atacou com o “Compromisso de Gestão” - projeto de desmanche da FUNEC e reorganização escolar. Agora almejante de um projeto em escala estadual com a possível pré-candidatura.

Assim se desenham os objetivos de algumas das candidaturas capitalistas para o governo de Minas Gerais.

Fonte: O Tempo




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