Política

Marcio França recebe apoio de deputados do PSL

Na última quarta-feira (24), Marcio França recebeu apoio de um grupo de deputados do PSL, partido de Bolsonaro. O apoio foi expresso durante uma reunião em hotel na capital paulista e contou com a presença de oito parlamentares, três federais e cinco estaduais.

quinta-feira 25 de outubro| Edição do dia

Foto: Bruna Vieira/TV Globo

Os oito deputados, dos quais cinco policiais, entregaram a França um manifesto intitulado “Por uma nova política em São Paulo”, apoiando o voto no candidato ao governo Marcio França para se obter uma “alternância democrática o poder” no estado de São Paulo. O texto deixa claro que Bolsonaro permanece neutro nas disputas regionais e faz críticas a polarização PT x PSDB, citando os 24 anos de governo do PSDB que desvalorizaram a policia e o servidor público. O manifesto não faz nenhuma menção a João Doria que desde o fim do primeiro turno vem se associado fortemente a imagem de Bolsonaro.

Dentre os apoiadores de França estão Rodrigo Gambale (PSL) e Coronel Tadeu (PSL) que está a trinta anos na PM, instituição que legalmente assassina milhares de jovens periféricos todos os anos. Major Olímpio (PSL) não esteve presente na reunião, mas foi reivindicado pelos deputados peesselistas como líder e articulador do manifesto em apoio a França.

O apoio desses deputados reforça a estratégia de França de terceirizar o apoio a Bolsonaro, já que pretende disputar o voto mais a esquerda em São Paulo, mas também se desvencilhar da tarja de “esquerdista” atribuído a ele por João Dória. Marcio França se declarou neutro na disputa nacional, mas é rodeado de nomes que declaram apoio a Bolsonaro, como sua vice Coronel da PM, Eliane Nikoluk (PR), o próprio Major Olímpio (PSL), além de seus adversários no primeiro turno, Paulo Skaf (MDB) e Major Costa e Silva (DC).

Marcio França que tenta surfar na onda da polarização tentando catar tanto setores da direita mais conservadora quanto setores mais a esquerda não consegue de fundo esconder a sua cara golpista, ao lado Alckmin no governo de São Paulo, mas também com um plano de privatizações muito parecido com o de seu concorrente João Dória. Pode-se especular se os tempos de privatizações serão mais ou menos acelerados com Doria ou França, mas ainda assim serão. Não podemos nos esquecer da pressão da extrema direita bolsonarista, que a nível nacional será um dos fatores motorizante para a política de privatizações.

Pode te interessar: Doria não! França também não é a solução. Confiar na nossas próprias forças pra derrotar o bolsonarismo




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