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Marcio França e Alckmin deixam professores sem salários

Professores "categoria O" do estado de São Paulo vão ficar sem salário no mês de outubro. Sem se preocupar se esses professores terão como pagar as contas e se sustentar, o governo do Estado trata a situação com total descaso, pedindo paciência e compreensão por parte dos professores, que não tem data prevista para receber o pagamento.

sexta-feira 28 de setembro| Edição do dia

Imagem: filas intermináveis em atribuição de aulas na Zona Oeste de SP no início do ano.

Professores "categoria O" do estado de São Paulo vão ficar sem salário no mês de outubro. Sem se preocupar se esses professores terão como pagar as contas e se sustentar, o governo do Estado trata a situação com total descaso, pedindo paciência e compreensão por parte dos professores, que não tem data prevista para receber o pagamento.

Veja declaração da professora Marcella Campos, diretora da Apeoesp pela Oposição, militante do Movimento Nossa Classe Educação

Hoje ficamos sabendo que mais uma vez centenas de professores "categoria O" (contratados) vão ficar sem salário! O estado, por meio das diretorias de ensino, informou a esses professores que eles não receberão seus salários no começo do mês de outubro, por um erro no sistema SED. Também informou que não sabe quando será resolvido o problema e o pagamento será normalizado.

Essa situação é mais uma amostra da precarização que vive os professores contratados. É mais uma prova de que para o governo do estado de SP, seja com Alckmin ou seja com Marcio França, pouco importa a vida desses professores e suas famílias, que passarão mais um mês com extrema dificuldade.

Já não basta serem demitidos todo final de ano e não terem os mesmos direitos que os professores efetivos? Já não basta terem que se dividir em 3, 4 e até 5 escolas para compor uma jornada mínima, que sustente com um pouco de dignidade suas famílias? Para o governo tudo isso é pouco e por isso não importa informar quando esses professores contratados receberão os seus salários e o que é seu por direito.

Por isso defendemos que todos esses professores “categoria O” sejam efetivados, sem a necessidade de concurso público. Ano após ano já provaram em sala de aula e sofrendo todos esses ataques que são grandes professores. São meus colegas de chão de escola!

Para que esse tipo de coisa não aconteça mais é que defendemos a efetivação de todos os professores sem concurso. Diferente da direção majoritária do nosso sindicato, que é há décadas dirigido pelo PT, e que não defendem de forma consequente esses professores, propondo apenas amenizar a divisão da categoria em letrinhas que o governo impõe, defendendo que os professores categoria O sejam transformados em categoria F (professores estáveis mas sem os mesmos direitos), e não que ambas as categorias sejam definitivamente efetivadas com todos os direitos iguais.

O PT, pelo contrário, além de imobilizar as lutas da categoria, quando esteve no governo federal expandiu a terceirização, fazendo aumentar ainda mais o trabalho precário. Não será com esse "mal menor" que iremos conseguir combater esse e outros ataques, mas sim, tomando o sindicato nas nossas mãos.

Exigimos que no próximo dia 5 de outubro, 5º dia útil, os salários desses professores sejam devidamente acertados, centavo por centavo. Que o governo utilize já toda a máquina burocrática do estado, que é tão eficiente em assediar e precarizar os professores, para corrigir o suposto erro no sistema. Não vamos aceitar que os professores passem por mais este absurdo!

Também fazemos um chamado a direção da Apeoesp para que tome emergencialmente medidas de pressão para que o governo cumpra com a sua obrigação, fazendo uma forte campanha de divulgação do caso nas mídias e nas escolas, e que a partir do jurídico do sindicato entre com as medidas cabíveis de reparo aos danos materiais e morais sofridos pelos professores.




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