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Marchezan tenta votar extinção de cobradores em Porto Alegre novamente nessa 5ª e 6ª

Pacote enviado pelo prefeito Marchezan à Câmara de Vereadores será discutido em sessão extraordinária quinta e sexta-feira (30 e 31).

quarta-feira 29 de janeiro| Edição do dia

O demagógico e eleitoreiro pacote de Marchezan, que chegou a ser chamado de “socialista” por uma colunista do Zero Hora, será pautado a partir de amanhã na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. As medidas do pacote visam diminuir o valor da passagem de ônibus de R$4,70 para R$2,00.

Entre as medidas estão a imposição de tarifas à aplicativos de corrida, como Uber e 99 (R$ 0,28 por quilômetro rodado), criação de um pedágio urbano para carros com placas de fora de Porto Alegre (R$ 4,70), cobrar uma taxa de mobilidade urbana para as empresas que empregam CLTistas (ao invés de cobrar vale transporte), acabar com a taxa de gestão da Câmara de Compensação Tarifária (que representa hoje 3% do valor da tarifa) e extinguir a obrigatoriedade dos cobradores.

O pacote, bem como seu autor, de socialista nada tem. Sua intenção é “socializar” os custos do transporte público com a população gaúcha. Afinal, já que os gigantescos lucros dos grandes empresários do transporte precisam ser mantidos, melhor saiam do bolso da classe trabalhadora.

Desde o ano passado que Marchezan tem tentado acabar com o emprego de mais de 3000 rodoviários. O novo pacote nada mais é do que a continuação dessa tentativa. E é ainda mais conveniente, pois de uma só vez trabalha para sua reeleição em 2020 e faz com que as contas bilionárias dos grandes capitalistas se mantenham intactas.

Os rodoviários fizeram uma importante mobilização no ano passado para barrar essa medida absurda de extinção da obrigatoriedade dos cobradores. A câmara não conseguiu votá-la graças à força da categoria, bem como ao rechaço por parte de boa parte da população. Agora querem votar novamente a medida, “escondida” em meio a outras. É preciso organizar a categoria para barrar novamente esse grande ataque, bem como prestar apoio aos cobradores e encher a câmara municipal para declarar em alto e bom som que a população não vai aceitar esse ataque ao transporte público de Porto Alegre.




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