Política

PORTO ALEGRE

Marchezan reabre (quase) tudo em Porto Alegre no mesmo dia que Brasil registra 1179 mortos

quarta-feira 20 de maio| Edição do dia

O prefeito Nelson Marchezan, de Porto Alegre, assinou decreto reabrindo praticamente tudo em Porto Alegre nessa quarta-feira (19). Bares, restaurantes, shoppings, museus, lanchonetes, igrejas, equipamentos culturais, entidades sindicais… difícil é saber o que não está mais aberto em Porto Alegre. Antes, comércio, construção civil e outros setores já estavam abertos. Pelos nossos registros, apenas eventos de grandes aglomerações, como jogos de futebol, festas noturnas e escolas. O resto é vale tudo. Assim, Marchezan constrói a cidade que Bolsonaro e os empresários capitalistas tanto sonham.

A justificativa de Marchezan é que Porto Alegre está com números inferiores ao resto do país, mas as contaminações e os óbitos não param de crescer. No mais, nas últimas semanas houve uma disparada na curva de contaminação no estado, indicando que a reabertura gradual pode estar diretamente ligada a esse crescimento e às mortes.

Marchezan critica Bolsonaro, mas leva a frente sua política na prática. Posa de “sensato”, mas aplica a barbaridade anticientífica à frente na prefeitura. É evidente que as medidas de Marchezan vão levar a um salto na contaminação, elevando o número de mortes. A política de Marchezan é criminosa em toda linha.

Contra as prefeituras e governos que seguem a linha de Bolsonaro e Paulo Guedes de “abrir tudo”, é necessário opor uma política dos trabalhadores que defenda testes para todos, EPI’s a toda a demanda, a centralização do sistema de saúde na mão dos trabalhadores e do SUS, a reconversão da indústria e da produção para equipamentos de combate ao coronavírus (como respiradores, EPI’s, etc). E, claro, a suspensão de toda a produção não essencial, garantindo o salário dos trabalhadores, e uma renda básica para os desempregados. A política de Marchezan não pode ser levada a frente, apenas os trabalhadores podem dar uma saída.




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