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PORTO ALEGRE

Marchezan precariza o DMAE para depois privatizar

quarta-feira 23 de agosto| Edição do dia

A história é velha: precariza o serviço público, alega incompetência do poder público e conclui que empresas privadas iriam gerir melhor. Essa é a sacada mais velha da política liberal. Fizeram com a Vale, vem fazendo com a Petrobrás e agora o prefeito de Porto Alegre vem fazendo isso tanto com o DMAE quanto com a Carris.

Publicado no Jornal do Comércio, um engenheiro aposentado do DMAE, Adinaldo de Fraga, conta um pouco como se dá esse procedimento na prática. Segundo ele, a nova administração vem submetendo todos os processos licitatórios e contratos ao comitê financeiro central que vem mandando e desmandando no Departamento Municipal de Águas e Esgotos.

Desde o início do ano, o comitê financeiro devolveu mais de 80 processos. Materiais como insumos para tratamento de água deixaram de ser comprados. Não bastasse a negligência, a prefeitura simplesmente ignorou os alertas dos técnicos do DMAE.

O resultado de toda essa política de precarização: não vai ter água no verão de Porto Alegre. Segundo o próprio Adinaldo, os materiais e equipamentos para o Programa Verão 2017/2018 não chegarão a tempo para serem instalados e testados.

Em meio a tudo isso, trabalhadores do DMAE e demais servidores municipais vem protestando a tempos contra a política de precarização e privatização do Marchezan. O intuito do prefeito tucano é vender para a iniciativa privada, ampliando seus lucros e também as tarifas a serem pagas pela população.




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