PORTO ALEGRE

Marchezan fala em crise mas deve gastar R$ 778 mil em lanchinhos de luxo para o executivo

Em meio à situação financeira caótica de Porto Alegre, Marchezan segue descarregando a crise sobre as costas dos trabalhadores e da população pobre. Enquanto os direitos de servidores, usuários de transporte, estudantes e povo negro são retirados para "enxugar" as contas da prefeitura, o tucano mantém gastos astronômicos com privilégios como lanchinhos de luxo para o executivo, com iguarias como muçarela de búfala, salgados recheados com requeijão de catupiry, tortas recheadas, provolone e minibrownies.

segunda-feira 21 de agosto| Edição do dia

A lista de ataques promovidos por Marchezan na capital gaúcha é infindável: fim da segunda passagem, repressão a ambulantes, redução de matrículas do EJA, parcelamento de salários dos servidores, fim do financiamento ao Carnaval, limitação da meia passagem, redução da carne na merenda escolar, tentativas de privatizar a Carris e o Dmae... Em entrevista recente para a reacionária revista Veja!, o prefeito alegou que tratam-se de cortes necessários para que a prefeitura consiga superar sua crise.

Contudo, vale a pergunta: crise para quem? Ao mesmo tempo em que o prefeito alega que a cidade está falida, aprova um aumento brutal nos salários de seus secretários, como já noticiamos aqui. Mas o que escancara que o prefeito está descarregando a crise sobre nossos ombros é o fato de que, mesmo em meio a todos esses ataques, a prefeitura mantém isenções fiscais milionárias a empresários (como a renovação da isenção do ISS aos empresários do transporte).

No último dia 10 a prefeitura definiu após realização de pregão eletrônico, conceder licitação para que uma empresa especializada ficasse encarregada de fornecer luxuosos alimentos para o coffee break do executivo durante um ano. O valor é assustador: 778 mil reais! Uma média de 65 mil reais por mês de gastos com lanches. No cardápio do "lanche" do executivo incluem-se iguarias como muçarela de búfala, salgados recheados com requeijão de catupiry, tortas recheadas, provolone e minibrownies.

A situação toda fica ainda mais ridícula se analisarmos a entrevista concedida pelo secretário da fazenda da cidade à grande mídia burguesa de Porto Alegre na semana passada. Nela, o braço direito de Marchezan afirma que a situação das finanças da cidade está tão caótica que não há outra alternativa para superar a crise além do parcelamento do salário dos servidores. Ou seja, apenas atacando os trabalhadores é que a prefeitura pensa em superar a crise.

A afirmação do secretário é lamentável. Como aceitar a ideia de que não há alternativa para além do parcelamaneto de salários dos servidores ao mesmo tempo em que a prefeitura gasta 778 mil com lanches? Ou quando isençõs fiscais de quase 20 milhões de reais são mantidas para os empresários dos transportes? Tudo isso apenas escancara que o tucano está jogando a crise sobre os ombros dos trabalhadores e da população mais carente, ao passo em que mantém os privilégios do executivo e, principalmente, dos empresários. Marchezan é o prefeito da ATP, que ataca os trabalhadores para garantir os lucros milionários da máfia dos transportes: é necessário parar Porto Alegre contra seus ataques, unificando todos os setores atingidos. Nossas vidas valem mais que os lucros deles.




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