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Marchezan coloca 4 mil educadoras na rua suspendendo convênio com creches em meio à pandemia

Nelson Marchezan deixa no olho da rua em torno de 4 mil pessoas entre educadoras e terceirizadas da limpeza e cozinha das Creches Comunitárias de Porto Alegre, tudo isso em meio à pandemia de COVID-19. As creches atendem mais de 10 mil crianças de periferia de zero a 6 anos de idade. São 249 creches que estão por hora com as atividades suspensas para proteger as famílias da contaminação do novo coronavírus. A revolta é muito grande, justificada pelo desespero do desemprego que essas mulheres já com salários muito precários lutam para manter.

quinta-feira 16 de abril| Edição do dia

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As trabalhadoras se organizaram de última hora para protestar em frente à prefeitura nessa quinta-feira (16), exigindo a manutenção dos repasses da prefeitura à fim de manter os salários em dia e os empregos. Marchezan, assim como Bolsonaro e Leite querem governar por decretos absurdos, descarregando de forma brutal a crise, acelerada pelo COVID-19, nas costas dos trabalhadores e trabalhadoras.

Não podemos aceitar essa situação absurda. É preciso, em primeiro lugar, proibir as demissões, mantendo a remuneração dessas trabalhadoras em dia. O isolamento social não pode significar demissões, é preciso organizar a quarentena de forma racional, testando massivamente a população de forma a identificar os contaminados, isolá-los e combater a pandemia de forma organizada. Marchezan ainda é hipócrita ao exigir a dispersão das trabalhadoras com a justificativa de não criar aglomerações. São inúmeros os trabalhadores que estão pegando ônibus todos os dias para ir ao trabalho sem dispor de qualquer equipamento de proteção.

O Esquerda Diário se solidariza com essas trabalhadoras e se coloca a disposição para dar voz a essas mulheres que desempenham um papel fundamental nas comunidades de Porto Alegre. Nenhuma creche a menos, nenhuma educadora ou funcionária a menos




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