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Marchas contra a violência policial no Quênia

Advogados, ativistas e familiares de vítimas das execuções se manifestaram nesta segunda-feira no Quênia contra a impunidade dos assassinatos praticados pela polícia e por corporações de segurança.

segunda-feira 4 de julho de 2016| Edição do dia

Sob o lema "Parem os assassinatos extrajudiciais!", mais de 30 organizações convocaram marchas em Nairóbi e outras grandes cidades do Quênia, dias depois de terem sido achados mortos um advogado de direitos humanos, que trabalhava em um caso de abuso policial, junto a seu cliente e um motorista.

"Chega de assassinatos!", gritaram os manifestantes durante a marcha em Nairóbi, que começou na manhã da segunda-feira no parque cêntrico de Uhuru, local comum para marchas religiosas e políticas, perto do centro político e comercial de Nairóbi.

Com camisetas e cartazes salpicados de tinta vermelha que imitava sangue, os ativistas pediram justiça. O advogado Willie Kimani, da ONG estadunidense International Justice Mission (Missão Justiça Internacional), IJM por suas siglas em inglês, foi encontrado morto junto a seu cliente e seu motorista pouco depois de ter sido denunciada sua desaparição.

Seus familiares e amigos se uniram à manifestação, onde pediram a punição dos responsáveis e desfilaram portando caixões ensanguentados, flores e fotos das vítimas.

A manifestação pediu justiça também para uma longa lista de vítimas das execuções sumárias no Quênia: testemunhos judiciais, jovens muçulmanos executados por seus supostos vínculos terroristas, jornalistas críticos ao governo e manifestantes contra a corrupção.

Em 2014, 181 pessoas foram executadas pela polícia no Quênia, 97 em 2015 e 53 entre janeiro e abril deste ano, segundo estima a Unidade Médico-Legal Independente (IMLU), que realiza informes sobre a tortura.

Tradução Francisco Marques




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