Educação

EM DEFESA DA CIÊNCIA

Marcha pela Ciência reúne cerca de mil pessoas na Avenida Paulista

No último domingo (08) aconteceu em São Paulo na Avenida Paulista a “Marcha pela Ciência”, que foi realizada pela terceira vez neste ano e reuniu professores, estudantes e simpatizantes de instituições como USP, Unicamp, Unesp e PUC-SP.

segunda-feira 9 de outubro| Edição do dia

A Marcha pela Ciência reuniu cerca de mil pesquisadores e estudantes na Avenida Paulista, que protestavam contra os cortes no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações, que deve receber em 2017, apenas 20% do necessário para as contas do ano, correndo o risco de institutos fecharem as portas no ano que vem.


Os cortes no orçamento do Ministério da Ciência, é mais uma amostra de como o governo de Temer quer descontar sobre os estudantes e trabalhadores o preço da crise que eles mesmos criaram, enquanto os políticos e reitores continuam recebendo altos salários e avançando com a privatização e terceirização das universidades.

Ataques brutais como esse, atacam diretamente a classe menos favorecida nas universidades, os jovens bolsistas e os trabalhadores, por exemplo, e fortalecem a estrutura antidemocrática e elitista das universidades públicas.

Por todo o país, universitários lutam contra o desmonte, privatização e até fechamento de universidades, como por exemplo a UERJ no Rio de Janeiro, que foi a primeira no país a implantar o sistema de cotas e agora corre risco de ser fechada.

Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o impacto dos cortes já atinge as bolsas de graduação e da pós, e a universidade corre risco de não ter dinheiro para se manter funcionando até o fim do semestre, o que deixa os universitários apreensivos. Outras faculdades em Minas Gerais também correm risco de fecharem neste ano e de serem privatizadas, como a UFTM e UFVJM, por exemplo.

Os estudantes universitários precisam lutar para barrar os ataques, se juntando com a classe trabalhadora que também sofre grandes ataques, como a Reforma trabalhista. Somente retomando o caminho das greves gerais, conseguiremos dar uma resposta profunda aos ataques que estudantes e trabalhadores vem sofrendo.

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