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POLÍTICAS DE VACINAÇÃO

Marcado por negar a CoronaVac, Bolsonaro diz que a vacina " é do Brasil, não é de nenhum governador”, alfinetando João Dória

Após antecipação do inicio da vacinação pelo governo paulista, no seu primeiro pronunciamento, Bolsonaro afirma que a vacina "é do Brasil, não é de nenhum governador". Depois da aprovação da Anvisa da CoronoVac, no domingo (17) já foi iniciado a vacinação em São Paulo.

segunda-feira 18 de janeiro| Edição do dia

Foto: Alan Santos/PR

Bolsonaro afirma que a vacina “é do Brasil, não é de nenhum governador”, atacando o governador de São Paulo, João Dória, depois da vacinação da CoronaVac ter sido iniciada neste domingo (17) no estado paulista. A vacina produzida por laboratório chinês Sinovac será produzido pelo Instituto Butantan no Brasil, após aprovação emergencial pela Anvisa antes do previsto.

O Presidente da República não só negou a existência do vírus, mas durante a pandemia também atacou a produção científica. “É do Brasil”, brada Bolsonaro, porém o desenvolvimento da vacina é chinês, e por ter essa origem o presidente fazia questão de negar sua eficácia, quando não estava explicitamente criando falsas efeitos colaterais, como “mortes, invalidez, anomalia”. Agora, cinicamente tenta reivindicar os atrasados primeiros passos para a vacinação.

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Contudo, não podemos esquecer que, se agora Dória e Bolsonaro trocam farpas, os dois estão junto atacando a população, só lembrarmos da campanha BolsoDoria em 2018. Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, também criticou o governador por antecipar o inicio da vacinação, não respeitando o plano nacional de vacinação feito pelo Ministério da Saúde. Dória respondeu dizendo que o ministério “deveria estar grato à Anvisa e a São Paulo” pela vacina.

Mas tanto a nível federal, como a nível Estadual, não foi apresentado nenhum plano eficaz em combate a pandemia, pelo contrário, colocou os trabalhadores em risco e aproveitaram essa condição pandêmica para precarizar ainda mais a vida, com as MP’s da morte. Quem é o verdadeiro responsável pela produção e utilização do imunizante, não é nenhum dos dois ceifeiros da classe trabalhadora.

Não bastasse nada apresentado anteriormente, agora a sustentação do plano de vacinação nacional não possui garantia. Números admitidos pelo ministério da Saúde mostram que estoque de seringas de estados e municípios é inferior ao necessário para fase inicial da vacinação. No mês passado ministério ignorou parecer que recomendava compra de 20 milhões de seringas devido insuficiência do mercado brasileiro.

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Portanto, mesmo com a vacinação já iniciada no estado de São Paulo, a garantia que a população seja vacinada não é dado. Em âmbito nacional, Bolsonaro não demonstra passos que garantam que a chinesa CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, possa ser utilizada para a imunização da população, seu plano mostra falhas e seus governo não tem como esconder.

Enquanto Bolsonaro e Dória ficam em uma disputa para ver quem é o “garantidor” da vacina, claramente preparando terreno para as eleições de 2022, a população brasileira já enterrou mais de 200 mil mortos por covid-19. A irracionalidade capitalista é demonstrada quando não consegue dar cabo das suas próprias crises, jogando nas costas da classe trabalhadora as mais miseráveis consequências.

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