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PRIVATIZAÇÃO

Máquinas de vendas de bilhetes serão inauguradas por Alckmin na Estação Clínicas

sexta-feira 23 de março| Edição do dia

Está sendo programada para hoje (23) uma visita do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, à estação Clínicas da Linha Verde do Metrô para a inauguração das máquinas de venda de bilhetes unitários. Isso é uma afronta a todos os funcionários, efetivos e terceirizados, que estão sendo atacados com o avanço das demissões e privatizações. Alckmin não é bem-vindo.

Nos últimos meses o Metro de SP vem avançando no seu projeto de terceirizar as bilheterias das estações, como forma de cortar custos e dividir os trabalhadores em efetivos e terceirizados. Como viemos denunciando no Esquerda Diario, esta politica começou na Linha 5 - Lilás (agora privatizada) e continua pela Linha 2 - Verde.

No plano das privatizações, entregou as linhas 5 e 17 do Metrô para a CCR, consórcio que lucrará bilhões de reais e quase nada retornará para investir em qualidade e expansão. E segue ampliando a terceirização das bilheterias que já está em fase final na linha 2 Verde, com contratação de funcionários que receberão salários mais baixos e menos direitos, ao mesmo tempo que os funcionários efetivos deixaram de receber os benefícios pagos pelo exercício da função.

As maquinas de vender bilhete são parte deste projeto de privatização. O Metro, além de terceirizar o serviço a empresa Liderança, ainda a beneficia por meio da compra de maquinas de venda de bilhete para diminuição do fluxo de passageiros nas bilheterias.

O processo de privatização, tem a sua contracara, também, nas demissões que a Companhia vem fazendo sob justificativa a “baixa produtividade”, demitindo em massa os funcionários para esconder os reais motivos de querer contratar no lugar mão de obra mais barata e com menos direitos. Também segue em curso o Plano de Demissão Voluntária, que tem meta de 1200 demissões.

E não é só no metrô. Mais de 20 mil professores do Estado de São Paulo começaram o ano demitidos com o fechamento de quase 2 mil salas de aulas. E se não bastasse esse absurdo, mais de 25 mil professores levaram um calote e ficaram sem receber suas férias referentes a 2014 e 2015.

Pré-candidato à presidência da república, Geraldo Alckmin já prometeu privatizar dezenas de estatais, avançar na repressão e votar a reforma da previdência. Alckmin e o PSDB querem fazer mais uma propaganda falsa de seu governo e usar como palanque para as eleições presidenciais desse ano. Por tudo isso, Alckmin não é bem vindo em nossos locais de trabalho.




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