Política

LAVA JATO

Mantega preso em hospital e quem teria lhe repassado dinheiro impune, o empresário de Eike Batista

Em mais uma mostra de sua arbitrariedade a Lava Jato conseguiu a proeza de prender quem teria repassado dinheiro ao PT, o ex-ministro Guido Mantega, e sequer arrolar no processo quem lhe deu dinheiro, o empresário Eike Batista.

quinta-feira 22 de setembro| Edição do dia

O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima falou às TVs, logo após a coletiva de imprensa da Operação Lava Jato em Curitiba que a operação “hoje é uma investigação do sistema de financiamento eleitoral no Brasil”. Aparentemente um desejo nobre e ilibado dos imaculados senhores daquela República paranaense.

A realidade é outra. Por trás dessa declaração esconde-se a arbitrariedade da operação que opera somente o que convier politicamente e não indo a raiz da corrupção. Exemplo flagrante disso aconteceu hoje, prenderam Guido Mantega num hospital onde esperava a cirurgia da esposa, mas quem lhe repassou dinheiro da corrupção Eike Batista está sequer citado no inquérito. Uma curiosa interpretação da lei pelos homens da lei.

O poderoso empresário, mesmo depois de falido, mantém sua influência e a impunidade. Pode fornecer a informação que teria repassado milhões a Mantega como mera “testemunha”, sequer está arrolado no processo. Curiosa arbitrariedade da Lava Jato que para fingir que não trabalha tão fortemente pela impunidade como pela punição, igualmente seletivas, prendeu empresários da Mendes Junior e da OSX, subsidiária do conglomerado de Eike que teriam fornecido os milhões que Eike teria combinado com Mantega, que na época era além de ministro da Fazenda o presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Na época a Petorbras contratou o consórcio OSX/Mendes Junior para as plataformas que a operação visa.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima autor da frase que explica o foco seletivo, político, da Lava Jato, agora descaradamente é o mesmo promotor que é um dos articuladores de outra “inovação” da operação que é os procuradores se apropriarem de parte do dinheiro ressarcido. Como ele declarou na ocasião de polêmica com Teori Zavacki do STF que advogava pela restituição integral à Petrobras: "Os órgãos de persecução se beneficiariam muito do aporte de recursos para a aquisição de equipamentos e softwares sofisticados, essenciais em investigações modernas e eficientes". Saiba mais sobre o enriquecimento de quem trabalha na Lava Jato lendo esse artigo

Mas não se trata de investir somente nos órgãos, eles escolhem como repassar os recursos, inclusive garantindo as estratosféricas somas que Moro e os procuradores tem recebido mensalmente. O famoso juiz recebe mais de 80mil reais em alguns meses, cifra superior, e muito ao teto legal.

Com rendimentos à la Eike Batista deixam o empresário, peça chave do crime que anunciaram na TV, de fora da peça do inquérito. Aos amigos tudo é permitido, aos inimigos à lei. Velha máxima brasileira que visa hoje seletivos empresários e políticos para substituir um esquema de corrupção por outros, dessa vez com a chancela “proba” do judiciário.




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