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Manifestantes se reúnem em BH em repúdio ao assassinato de jovem negro no Extra

Diversas pessoas se reuniram em frente a unidade do EXTRA no centro de BH para repudiar o assassinato do jovem Pedro Henrique. É fundamental a expressão dessa luta em MG, estado que carrega o racismo na sua história e fundação, e que tem nas últimas semanas, centenas de famílias enterrando trabalhadores vítimas da lama em Brumadinho.

segunda-feira 18 de fevereiro| Edição do dia

Em Minas Gerais também se reuniram pessoas revoltadas com o assassinato de Pedro Henrique (19 anos), jovem morto estrangulado por segurança de um mercado Extra no Rio de Janeiro. Pedro Henrique foi mais uma vítima do racismo que a lei anticrime de Sergio Moro vai fortalecer com a impunidade policial e a liberdade para matar.

O ato reuniu manifestantes em frente a uma unidade do Extra no centro de BH, se somando ao repúdio demonstrado em São Paulo e no Rio de Janeiro a mais esse brutal assassinato de um jovem negro. Durante o ato, foi feita uma intervenção dentro do EXTRA, com jovens se deitando no chão, e placas em seus corpos com escritos como “parem de nos matar”.

É muito importante que esse ato tenha acontecido também em Minas Gerais, um estado que carrega o racismo desde a sua fundação, e que carrega na mineração o peso da escravidão, e que tem famílias enterrando diversos trabalhadores e trabalhadoras mortos na tragédia de Brumadinho, que a cada dia crescem de número, e sabemos que na sua grande maioria eram negros e negras.

Pedro Henrique foi assassinado na última sexta-feira (15), após ser estrangulado por um segurança do hipermercado Extra, com um golpe “mata-leão”. O segurança Davi Ricardo Moreira foi preso em flagrante e vai responder por homicídio culposo - quando não há intenção de matar. O delegado responsável pelo caso explicou que o segurança se excedeu na legítima defesa. Disse também que há poucos elementos que caracterizem a intenção de matar. De acordo com a Polícia Civil, o segurança vai responder em liberdade após pagamento de fiança. 3 horas depois do assassinato, o segurança foi liberado. A informação é do portal G1.

A consideração de legítima defesa é uma expressão do como o racismo mata, e também de como o pacote anticrime que Moro quer aprovar serve de base para maior repressão, e dará mais liberdade para assassinatos cometidos por policiais nos morros, legalizando a violência com base na “legítima defesa” sob “medo, à surpresa e à violenta emoção”. Um precedente que fará ainda mais generalizado a perseguição aos negros, em especial por parte desse tipo de segurança privada.

Não só o segurança havia sido descoberto ser um bolsonarista, o que já mostra o como esses setores ficam mais confortáveis para ações como essa com o aumento repressivo que promete pelo governo, como também foi descoberto que o segurança foi condenado a 3 meses regime aberto em 2017 por agredir ex-namorada, e nem poderia exercer a função de segurança que exercia quando assassinou Pedro Henrique.

Imagens: Midia Ninja




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