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GREVE GERAL FRANÇA

Manifestantes bloqueiam principais portos do país na França

Os portos mais importantes da França, Le Havre e Genevilliers, amanheceram bloqueados por manifestantes nesta quarta jornada nacional de luta. Estudantes foram detidos nas ações.

sexta-feira 29 de abril de 2016| Edição do dia

Os trabalhadores portuários de Le Havre, o segundo porto mais importante da França, são a vanguarda do movimento contra os ataques do governo de Hollande. Esta manhã bloquearam os portos novamente, junto a jovens e estudantes. Há algumas semanas votaram uma medida que forja a solidariedade: se algum estudante ou jovem do movimento é detido, paralisarão imediatamente o porto.

Na região parisiense, 200 manifestantes bloqueiam desde as 8:00 horas o porto de Gennevilliers, o mais importante porto fluvial da França. A ação foi chamada pela Assembleia Interprofissional de Saint Denis e apoiada pelo movimento Nuit Debout. Uma ação levada adiante com determinação, apesar do período de férias destas duas semanas.

Este é o sinal de início da quarta jornada de greve nacional contra o projeto de lei de reforma trabalhista, manifestando o rechaço ao governo e às patronais, por meio de piquetes que afetam seus lucros. Esta manhã o piquete foi feito, sem importar a quantidade de policiais presentes.

Os manifestantes denunciam que ao regressar a Saint Denis, três estudantes de Paris 8 que se encontravam apoiando a ação junto aos trabalhadores foram detidos.
Reproduzimos um comunicado da Assembleia Geral de Saint Denis emitido antes de começar o bloqueio.

Comunicado:

Esta manhã, frente à convocatória da Assembleia Geral Interprofissional de Saint Denis, somos centenas de trabalhadores intermitentes, trabalhadores, desocupados e estudantes mobilizados para bloquear o porto de Gennevilliers para enfrentar sem restrições a lei do trabalho.

Também pedimos a retirada do decreto que afeta o convênio dos ferroviários, a eliminação da lei (Hirsch, de reforma nos hospitais), o fim do estado de emergência, deter a violência policial, a anistia para os processados do movimento social. Estamos contra qualquer ataque levado a cabo pelo Estado e os empregadores.

Escolhemos bloquear o primeiro porto da região parisiense, porque este lugar tem um trânsito de 20 milhões de toneladas de mercadorias ao ano, e mais de 275 empresas estão presentes. Através deste bloqueio também queremos denunciar a precariedade que enfrentam os trabalhadores temporários.

Nos organizemos, bloqueemos tudo, só confiemos em nossas próprias forças!

Viva a greve geral e prorrogável!

Josefina Martínez, Laura Varlet, Correspondentes do Revolution Permanente e Izquierda Diario España, na França




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