Mundo Operário

LUTAS NO CAMPO

Manifestações dos movimentos sociais do campo entram no seu segundo dia

Segundo o MST as manifestações fazem parte a Jornada de Lutas Unitária dos Trabalhadores e Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas, organizada por movimentos populares, sindicais e pastorais que atuam no campo brasileiro.

terça-feira 6 de setembro de 2016| Edição do dia

As mobilizações que acontecem em 14 estados começaram na segunda e seguem até a quarta, para se integrar nas manifestações do grito dos excluídos. A questão agrária é a pauta principal da jornada, que tem entre as suas reivindicações o assentamento imediato das mais de 120 mil famílias acampadas em todo o país, a revogação da lei que permite a venda indiscriminada de terras para estrangeiros, a defesa da produção de alimentos saudáveis e de políticas de transição para a agroecologia.

Os manifestantes também vão às ruas contra a retirada de direitos, contra a criminalização dos movimentos populares e, principalmente, contra o golpe e pela democracia após a violação da Constituição brasileira pelo Congresso Nacional e pela elite econômica e política do país que levou Michel Temer à Presidência da República.

Depois da passividade dos tempos de lulismo essa jornada pode estar marcando uma inflexão nas lutas dos campo. Para Marcelo Pablito, diretor do Sintusp, “se o MST rompe sua política de colaboração com o governo federal e sua subordinação ao projeto petista, seria uma grande passo para voltar a colocar em pauta a necessidade de uma aliança dos trabalhadores da cidade e do campo. Durante o lulismo os programas sociais e o bolsa família desmobilizaram, com a ajuda da direção do MST, as lutas no campo. Agora com a recessão e os ataques de um governo golpista esperamos que esse quadro se modifique”.

Confira as ações desta terça-feira (06) - com informações do site do MST

Rio de Janeiro

Nesta terça-feira (06), cerca de 200 camponeses, agricultores, quilombolas de diversos movimentos sociais realizaram manifestação em frente à sede do Incra, no centro do Rio de Janeiro, reivindicando a obtenção de terras para famílias acampadas, assistência técnica e créditos para Reforma Agrária, além de outras pautas.
Desde o período da manhã, as famílias estavam concentradas na Praça da Candelária, no centro da capital e depois caminharam até a sede do prédio, na Avenida Presidente Vargas.

Bahia

Mais de 1,5 mil trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra chegaram a capital baiana nesta última segunda-feira (5) em defesa da Reforma Agrária, pela democracia e contra o governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (PMDB).
Munidos de suas ferramentas de trabalho e reivindicando alguns pontos específicos, em especial o descaso com a educação do campo - pauta histórica do MST na Bahia -, os trabalhadores montaram um grande acampamento no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) por tempo indeterminado.

Alagoas

Para continuar a pressionar o governo e outros órgãos, os movimentos que realizam Jornada de Lutas Unitária dos trabalhadores e Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas realizaram uma nova marcha, na manhã desta terça-feira, com paradas em pontos estratégicos. Entre eles está o Tribunal de Justiça (TJ-AL), onde cobrará celeridade na condenação e prisão dos mandantes de assassinatos de lideranças Sem Terra, como o caso de Jaelson Melquíades, morto em 2005 em Atalaia.

Ainda nesta terça, a coluna com cinco mil homens e mulheres trabalhadores rurais se deslocou até o Incra, onde protocolaram pauta, para fazer a primeira negociação com o novo presidente, indicado pelo Governo Federal. Na pauta, demandas dos assentados e aquisição de terras para criação de novos assentamentos.

As mobilizações continuam ainda nesta quarta-feira (07), quando em conjunto com os movimentos urbanos, será realizado mais uma edição do Grito dos Excluídos, desta vez com o grito de “Fora Temer! E nenhum direito a menos!”.




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