Política

ATO CONTRA O AUMENTO

Manifestações contra o aumento da passagem ocorrem no aniversário da cidade de São Paulo

O prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e o Governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB) enfrentaram no aniversário da cidade de São Paulo manifestações contra o aumento da passagem de ônibus e do metrô.

terça-feira 26 de janeiro de 2016| Edição do dia

O prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e o Governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB) enfrentaram no aniversario da cidade de São Paulo manifestações contra o aumento da passagem de ônibus e do metro.

Esta manifestação ocorreu quando ambos saíram de uma missa da Catedral da Sé realizada em comemoração ao aniversário da cidade que completa 462 anos.
Pelo menos 20 integrantes do Movimento Passe Livre, se reuniram na lateral da catedral para aguardar a saída de Haddad e Alckmin. Quando o prefeito de São Paulo parou para dar uma entrevista coletiva, os manifestantes começaram cantar palavra de ordem contra o Haddad.

Esta ação ocorreu como parte das manifestações contra o aumento da passagem de ônibus e metro para 3,80. O aumento vai atingir o bolso de milhares de trabalhadores e jovens que dependem do transporte publico para se locomover na cidade beneficia as grandes empresas de transporte que fazem acordos tanto com o setor municipal, mas também com o setor estadual.

Minutos depois, Alckmin saiu pela parte de trás da igreja. Os manifestantes tentaram impedir a saída dos carros oficiais que estava o tucano. A polícia militar mais uma vez reprimiu a manifestação, como cartão postal da "cidade democrática" de Fernando Haddad. De fato, estes são os exemplos que Haddad finge não lembrar - junto com as inumeráveis repressões às manifestações de 2014 e 2015 de seu comparsa Geraldo Alckmin - quando diz que São Paulo "sempre foi uma cidade democrática para as manifestações".

Haddad disse que se deveria eleger um "mágico" nas eleições municipais de 2016, porque um prefeito "não daria conta de bancar a gratuidade total de ônibus". Exalando cinismo, disse ainda que "outras coisas vem na frente do passe livre, como almoço grátis e uma passagem à Disney". De acordo com o prefeito, a cidade já gasta R$ 2 bilhões por ano em subsídio ao transporte público, sendo que são R$ 700 milhões apenas com o passe livre para 530 mil estudantes que conseguiram gratuidade (medida sobre a qual se apóia para atacar com mais segurança com a tarifa de R$3,80).

Realmente, Haddad nunca precisou de nenhum encantamento ou artifício mágico para aprender a abarrotar de dinheiro público os bolsos das empresas privadas de transporte - para quem pagará milhões de reais no melhor estilo tucano. Como ele mesmo admite, são mais de R$2 bilhões em subsídios para empresas que literalmente "se lixam" para a forma como a população é transportada, os itinerários dos ônibus cujas linhas não passam em diversos bairros periféricos, a sobrecarga de trabalho dos motoristas que se enfrentam cotidianamente com as adversidades do ritmo urbano. Haddad financia a péssima qualidade com o aumento das tarifas, não muito diferente de Alckmin no metrô e nos trens.

O MPL, que insiste em ocultar atrás da capa da "democracia" seu reformismo político e seu papel absolutamente burocrático na organização das manifestações, ignorando propositadamente buscar o diálogo com a população e levantar as bandeiras da aliança com os trabalhadores (inclusive os do transporte) é incapaz de auxiliar o avanço da luta contra os ataques conjuntos do tucano Alckmin e do petista Haddad.

Os secundaristas que dobraram a "reorganização escolar" do governo puderam triunfar com métodos opostos aos do MPL, organizando-se democraticamente pela base, organizando um plano de ação comum entre os estudantes que golpeasse com um só punho o ataque do governo e tratando de convencer a população trabalhadora da legitimidade de suas reivindicações. Consideramos que a combinação desta autoatividade criadora com a busca de uma aliança com os trabalhadores em defesa da educação pública e de uma nova estrutura do ensino público abre um caminho para que levantemos a melhor saída para o transporte utilizado todos os dias por milhões de pessoas, que não tem os meios privilegiados de transporte que os "magos" do PSDB e do PT: a estatização, sem indenização às empresas, de todo o transporte público, sendo gerido e controlado pelos trabalhadores e os usuários, que sabem exatamente as necessidades do transporte público.




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