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Manifestação unitária dia 6 de junho na Itália: "Que os capitalistas paguem pela crise"

Vários sindicatos e organizações políticas italianas convocam protestos, em todo o país, para dia 6 de junho, depois de vários debates em assembleias virtuais.

quarta-feira 3 de junho| Edição do dia

Após a última reunião nacional, realizada na plataforma digital Zoom, várias organizações italianas políticas e sindicais, participantes do “Acuerdo de Acción” para uma luta comum, convocaram uma manifestação contra a administração patronal do governo para a crise do Coronavírus e a recessão de que a acompanhou.

Entre os organizadores estão organizações como Si Cobas, ADL Cobas, Potere al Popolo, Blocchi Precari Metropolitani [movimento de moradia em Roma], Fronte della Gioventà Comunista, movimento No Tav, FIR, PCL, Sinistra Anticapitalista, entre outros.

Por meio do jornal “La Voce delle Lotte” é apoiada a proposta de um dia de manifestações unitária em nível nacional, a ser construído em todos os locais possíveis, no sábado, 6 de junho.

Lutaremos juntos contra as políticas de fome e crime social que a Confindustria (Confederação Geral da Indústria Italiana) deseja.

Nós não somos carne de matadouro!

Os capitalistas devem pagar pela crise!

Abaixo estão as demandas unitárias nas quais se baseou a proposta de um acordo de ação para a frente unida.

1. Os custos da pandemia devem ser pagos pelos capitalistas, começando com os 10% da população mais rica para recuperar pelo menos 400.000 milhões de euros [“para recuperar al menos 400.000 millones de euros;”];

2. O direito de ficar em casa com o salário integral até o final da pandemia, para todos os trabalhadores dos setores e serviços não essenciais: nossa vidas valem mais que seus lucros;

3. Medidas extraordinárias de prevenção, com um teste cobiçado para todos os trabalhadores, começando pelos que são forçados a trabalhar nessas semanas, especialmente a população em saúde;

4. Plano de contratação de novos profissionais de saúde: contratação nas categorias públicas e contratos estáveis para os precários e precárias, para garantir também a redução de turnos de trabalho e férias;

5. Expansão imediata da "renda cidadã" (auxílio desemprego). Sem limitações e com um aumento nos montantes para garantir a todos um salário e renda para poder viver, na perspectiva de uma redução drástica e geral do tempo de trabalho por salários iguais, para que possam "trabalhar todos e trabalhar menos";

6. Garantir a liberdade de greve e a elegibilidade sindical, contrariando especificamente as proibições da sede de polícia, dos prefeitos e da Comissão de Garantia de Greve: desde que você trabalhe, você tem direito à atividade sindical e à greve;

7. Regularização e anistia para todos os imigrantes, começando pelos milhares de imigrantes "irregulares" no mercado de trabalho por meio de: autorizações para estabelecer residência, documentos de identidade pessoal e pleno reconhecimento dos direitos de todos os imigrantes; garantia de renda e salário, direito à vida e saúde; pelo fechamento dos Centros de Internação para estrangeiros e pela reabertura dos portos;

8. Confisco imediato de todas as clínicas privadas, mesmo depois do período de emergência, e e instalações abandonadas para reconstruir todos os serviços de saúde destruídos no país; contra a comercialização da saúde, por um serviço de saúde único, universal, eficiente e gratuito;

9. Suspensão imediata de alugueis e hipotecas da primeira casa, bem como todos os serviços públicos (eletricidade, água, gás, Internet) e suspensão indefinida de despejos de todas as ocupações com a finalidade de habitação;

10. Revogação de medidas restritivas - uma vez terminada a emergência - usadas para suprimir greves, mobilizações e manifestações; contra os decretos de segurança e qualquer hipótese de maior militarização dos locais de trabalho;

11. Revogação de qualquer projeto de "autonomia diferenciada" entre regiões. O que acaba sendo uma penalidade para os trabalhadores do Sul, que reproduz o fracassado modelo de gestão regional e contribuiu para o atual estado de calamidade;

12. Corte drástico nos gastos militares (um F35 é igual a 7113 respiradores) e grandes obras inúteis para o momento e prejudiciais (como trens de alta velocidade TAV, TAP, Muos);

13. Anistia e medidas alternativas para garantir a saúde de todos os encarcerados e reclusos;




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