GOLPE DE ESTADO NA BOLÍVIA

Manifestação contra o golpe na Bolívia foi realizado em frente ao consulado em SP

Contra o golpe cívico-militar em curso na Bolívia é necessário da auto-organização da classe trabalhadora, do movimento camponês, indígena e estudantil para enfrentar este novo avanço da direita, mas sem implicar em apoio político a Evo Morales.

quarta-feira 13 de novembro| Edição do dia

Ontem, 12, foi convocado um ato em frente ao consulado boliviano em São Paulo contra o golpe de estado cívico-militar iniciado no último domingo (10), após semanas conturbadas com o questionamento, por parte de setores da direita boliviana, ao resultado das últimas eleições que deu vitória a Evo Morales.

Veja a fala de Maíra Machado, diretora de oposição da APEOESP e militante do MRT, feita durante o ato:

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No mesmo dia a senadora da oposição Jeanine Añez se declarou "presidente provisória" da Bolívia. Ela fez isso em uma sala da Câmara dos Senadores semivazia, devido à ausência dos parlamentares do MAS que solicitaram garantias de reunião. Enquanto o golpe avança, ocorreram mobilizações maciças de setores populares e vizinhos de El Alto, exigindo respeito por suas conquistas ganhas com sua luta e em repúdio a uma oposição que mostra o que é, quando queimou a wiphala em uma clara demonstração de racismo.

Nós do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT) já havíamos colocado aqui no Esquerda Diário a necessidade da esquerda brasileira, os sindicatos de trabalhadores, as organizações de juventude e de direitos humanos repudiarem o golpe de estado na Bolívia, contra a perseguição aos dirigentes camponeses e indígenas e contra a ingerência imperialista na América Latina, pois enfatizamos que o golpe cívico policial e militar que tem como objetivo colocar o país vizinho a serviço dos interesses imperialistas, do agronegócio, dos empresários e das Igrejas.

Colocamos a necessidade da auto-organização da classe trabalhadora, do movimento camponês, indígena e estudantil para enfrentar este novo avanço da direita reacionária na América Latina, mas sem implicar em apoio político a Evo Morales, que praticou manobras para se candidatar, e ao fazer um governo de conciliação entre a classe trabalhadora e a burguesia abriu espaço para esse golpe militar contra o povo boliviano, contra o qual também ele se negou a chamar a resistir.




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