Sociedade

ÓLEO NAS PRAIAS DO NORDESTE

Manchas de óleo voltam a aparecer no Nordeste, enquanto governo segue ignorando o problema

sexta-feira 1º de novembro| Edição do dia

Levantamento feito pelo portal G1, em base a dados do Ibama desde setembro, mostra que em 83 pontos da costa brasileira que já receberam limpeza as manchas retornaram, isso representa 3 em cada 10 praias ou 29,5% dos locais afetados.

O petróleo cru surgiu nas praias do nordeste brasileiro entra a última semana de setembro e o começo do mês de outubro, desde então o governo vem conscientemente negligenciando o problema, ao ponto que moradores se organizaram para limpar com as próprias mãos as praias machadas pelo vazamento de petróleo, mesmo com o risco de contaminação.

Em algumas praias dos 9 estados atingidos a limpeza foi feita mais de uma vez e as manchas seguem reaparecendo. Ao todo aconteceram 103 reincidências.

Rio Grande do Norte é até agora o local mais afetado pelo retorno do óleo, com 7 das 16 praias manchadas mais de uma vez e ter o maior número de registros de reaparecimento do vazamento. Já a Bahia segue na liderança no número de praias afetadas.

Até agora não há qualquer indicio de que a evolução das manchas comecem a cair, sem ressurgir, mesmo com mais de 3.647 toneladas de resíduos de óleo retirados das praias nordestinas.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, admitiu no início da noite desta quarta-feira, 30, em Salvador, que o óleo pode chegar à região Sudeste.
Enquanto isso Bolsonaro se dedica exclusivamente aos seus vídeos na internet e aos escândalos de seu governo e seus filhos, e Ricardo Salles, ministro do meio ambiente, segue com seu imobilismo e descaso com a crise enfrentada no Nordeste, que já pode ser considerada o maior desastre ambiental da historia da costa brasileira.

Já a venda do nosso petróleo e pré-sal continuam sem maiores problemas. Na próxima semana está agendado um mega leilão e com o governo propagandeando que independente do desastre dos vazamentos nas praias brasileiras os lucros dos monopólios estão assegurados, assim como aconteceu nos desastres de Brumadinho e Mariana, em que as mineradoras responsáveis não só não foram punidas como voltaram a operar a exploração.




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