Sociedade

DEVASTAÇÃO AMBIENTAL

Manchas de óleo chegam a 8 cidades na Bahia após atingir mais de 132 praias no NE

As manchas de óleo vistas em vários estados do Nordeste chegaram em Salvador na manhã desta sexta-feira (11) e pelo menos 8 cidades e 21 praias foram atingidas na Bahia.

sexta-feira 11 de outubro| Edição do dia

Foto: João Arthur | Tamar

Desde o início de Setembro foram confirmadas manchas de óleo no Nordeste que vem gerando preocupações acerca das consequências ainda incalculáveis ao meio ambiente. Mais de 130 praias foram afetadas em 9 estados do Brasil, inclusive locais que já vinham sofrendo com a poluição, impactando toda a fauna e flora. O óleo já atinge a vida marinha, funcionários do Projeto Tamar em Mangue Seco chegaram a encontrar o primeiro animal morto vítima do óleo e precisaram suspender a soltura das tartarugas para evitar que tivessem contato com o óleo. A investigação inicial do IBAMA aponta que essas manchas seriam de petróleo, mas que ainda não é possível afirmar de onde elas vem.

O recente derramamento de petróleo cru no Nordeste vem gerando preocupações acerca das consequências, apesar da Petrobrás declarar que o óleo vazado não atingiu o mar e seria mais leve que o encontrado nas praias. A refinaria responsável “Abreu e Lima”, segue sendo suspeita de uma ligação do novo incidente das manchas de óleo nas praias nordestinas.

Em entrevista a TV Bahia nesta manhã, o Diretor de Fiscalização do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Marcos Machado confirmou “O óleo é o mesmo, petróleo cru”. As manchas ainda são pequenas na praia de Salvador, mas já atingiram fortemente 19 praias em Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra. Segundo o G1, a praia que se encontra em pior estado é a de Guarajuba, em Camaçari, que apresenta grande quantidade da manchas, além de apresentar textura grossa e cheiro forte.

Nesta quinta-feira (10) os pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) apontaram que óleo foi produzido na Venezuela, mas o governo de Nicolás Maduro nega a responsabilidade.

Ao longo do ano vimos muitas tragédias naturais que seguem tendo efeitos incontornáveis, como os incêndios na Amazônia. Os números de praias atingidas segue crescendo, aprofundando mais ainda o desastre ambiental que se desenha nesse sistema capitalista. É evidente que quem é atingido e sofre diariamente são os animais, a população e os trabalhadores. É necessário que nos organizemos para pensar como podemos reagir contra esse governo que rifa nossos recursos para o imperialismo e não podemos aceitar de forma alguma que vidas humanas e animais morram o tempo todo apenas para o lucro de uma classe que não se importa com absolutamente nada que não seja de seu interesse.




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