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Manaus tem grande manifestação antifascista contra Bolsonaro e pelas vidas negras

quarta-feira 3 de junho| Edição do dia

O ato, seguindo todas medidas de distanciamento e a utilização de máscaras, teve sua organização via redes sociais e saiu às 14h, percorreu esta tarde a principal via da região centro-sul da capital em direção à Arena da Amazônia. Contou com centenas de pessoas, somadas ao grito contra o racismo, a favor da preservação da Amazônia e contra o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos.

Esta terça-feira, também está sendo marcada por atos em outros lugares do mundo, como foi em Paris, onde o milhares de pessoas foram às ruas contra o racismo. Não separado do que acontece no mundo e no Brasil, tal ato se soma a continuação do que foram os atos antifascistas e antirracistas em diversos lugares do Brasil no último domingo. A revolta de negros e negras que se iniciou nos EUA após o assassinato pela polícia racista de Trump, de George Floyd, se mantém, junto a outros setores da classe trabalhadora e hoje toma outros países do mundo.

O ato em Manaus contou também com uma expressão artística em que repudiava o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco, ao assassinato de dois jovens moradores de favela pelas mãos da polícia no Estado do Rio de Janeiro: João Pedro e Douglas Rodrigues e do assassinato de George Floyd por policiais em que um deles o sufocou por 10 minutos.

Os atos antirracistas que marcaram fortemente a semana passada, que tem continuação esta semana, expressam como a mobilização é um meio importante para denunciar o racismo presente na atual sociedade. Um ódio que conflui ao rechaço a Bolsonaro e suas medidas autoritárias, que significam atacar a vida da população e aprofundar o racismo, se expressando no componente antifascista dos atos.

As manifestações são uma demonstração de que os setores oprimidos em aliança com toda a classe trabalhadora podem alcançar justiça para todas as mortes de negros e negras no mundo e avançar para enfrentar todos os setores que atacam os trabalhadores, sendo o fora Bolsonaro e Mourão, sem depositar nossa disposição de luta em setores como os militares, STF, governadores. E que com a auto-organização dos trabalhadores seja parte de construir respostas de fundo a crise sanitárias, econômicas e políticas e sejam a abertura de um cenário de luta.




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