Educação

VOLTA AS AULAS PRESENCIAIS

Manaus: professora foi contaminada e alunos foram dispensados no primeiro dia de reabertura das escolas

Uma professora da Escola de Tempo Integral Maria do Céu, na Zona Norte de Manaus, testou positivo para Covid-19 nessa segunda-feira, 10, o primeiro dia do retorno das aulas presenciais na rede estadual de ensino da capital. As aulas presenciais foram retomadas mesmo após professores e trabalhadores das escolas protestarem contra a decisão. A insegurança das famílias e trabalhadores das escolas aumenta com esse quadro e se dá por conhecimento das já precárias condições das escolas no pré pandemia e incertezas se nesse momento terão condições sanitárias seguras para esse retorno.

quarta-feira 12 de agosto| Edição do dia

Em plena pandemia de Covid-19 e com mais de 100 mil mortos no país os estados brasileiros estão planejando, e em casos como Manaus implementando, o retorno das aulas de forma presencial.

Em Manaus (AM), 123 escolas da rede estadual de ensino retomaram o ensino presencial, apesar de protestos de alunos e professores contra a volta das aulas pelo risco de contágio. Uma das professoras da rede estadual foi confirmada com coronavírus na noite desta segunda, 10, após lecionar. A escola deve passar, nesta terça, por um novo processo de desinfecção do ambiente para que as atividades sejam retomadas, com data ainda não informada.

Tal situação demonstra a irresponsabilidade dos governadores na gestão dessa pandemia de Covid-19 onde, apesar do grande número de mortos e protestos contra o retorno das aulas presenciais, insistem em medidas absurdas para tentativa de retomada de um “novo normal”. O Brasil, hoje, é o segundo maior país em número de mortos por coronavírus no mundo, a incompetência do governo Bolsonaro e a pressão de setores privados que só pensam em seus lucros para retomada das atividades econômicas e relacionadas colaboram para o maior impacto da pandemia no país.

Em outros estados aulas presenciais em escolas particulares já estão ocorrendo, e em alguns lugares, como no Maranhão, já tiveram aulas suspensas por confirmação de exposição ao coronavírus dentro das escolas. A despreocupação dos governadores expõe alunos e trabalhadores da educação em situações de contágio e risco, agravando a situação nacional que já carrega o duro marco de mais de 100 mil mortos e contribui para repetir casos como esse de Manaus e de outros estados.

Nas escolas são os professores, funcionários e estudantes, junto aos familiares, quem deve decidir quando e como voltar às aulas presenciais. É um completo absurdo que haja protestos e o governo de Wilson Miranda, do PSC, imponha o retorno para satisfazer interesses alheios à educação, ainda mais nesse estado que sofreu tão profundamente e primeiro todos os piores impactos da calamidade pública que é essa pandemia, que segue sem ter sido de fato controlada.

É urgente que os governos, a nível municipal, estadual e federal coloquem de pé um plano de emergência que realmente seja de combate à pandemia, com garantia de testes massivos, de equipamentos de proteção e medidas sanitárias elementares, como a contratação de mais profissionais de saúde, investimento para assegurar que os hospitais e centros de saúde possam atender a toda a demanda.

É preciso também garantir os direitos dos trabalhadores da linha de frente e daqueles que estão sendo mais golpeados pela crise econômica que tem um rastro de dezenas de milhões na informalidade e desemprego, com um auxílio emergencial que seja de 2 mil reais. Bolsonaro e os governos de turno devem parar de se aproveitar da crise para satisfazer os capitalistas, é necessário reverter as demissões e ataques trabalhistas que foram implementados como a MP 936 e fazer com que sejam os ricos e poderosos que paguem mais caro por essa crise, pois ela é sua responsabilidade, e não que sejamos os trabalhadores, os negros, mulheres e os pobres a pagar com nossas vidas.




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