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Militares | Mamata fardada: enquanto trabalhadores são jogados na fome, militares tem ganhos acima da inflação

O governo dos saudosistas da ditadura militar, Bolsonaro e Mourão, é marcado profundamente com a fome, para além de toda a miséria que promoveu aos brasileiros descarregando a crise nas costas da população. Segundo os dados do Tesouro Nacional já de acordo com a inflação medida pelo IPCA, os gastos com os militares subiram, enquanto as despesas com a população e servidores públicos caiu de 2018 a 2021.

Luiza EineckEstudante de Serviço Social na UnB

quinta-feira 12 de maio | Edição do dia

A inflação é a maior desde 1996. O governo Bolsonaro é marcado profundamente com a fome, para além de toda a miséria que promoveu aos brasileiros descarregando a crise nas costas, principalmente, da classe trabalhadora, do povo pobre, da juventude e setores mais oprimidos com sua política negacionista e de garantia ferrenha dos lucros dos capitalistas.

Na medida que a população amarga na fome, reviram lixos e fazem filas de ossos, os queridinhos de Bolsonaro, os militares, esbanjam privilégios que foram (e continuam sendo) aumentados absurdamente ao longo desses anos de governo. Agora têm seus ganhos e reajustes acima da inflação. E os trabalhadores? Continuam com seus salários estancados, sem reajuste de acordo com a inflação que tem atingido principalmente alimentos, conta de luz, transporte, os absurdos aumentos de combustíveis entre inúmeros outros itens essenciais e que aumentou exponencialmente desde o início da guerra na Ucrânia. Ao passo de que continuamos acumulando reformas e ataques, que nos farão trabalhar até morrer, em nossas contas e pagando pela crise dos capitalistas.

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Os militares ocupam milhares de cargos nas instituições do Estado por indicação do governo, e a reforma da previdência, que faz a população morrer sem se aposentar, aumentou os privilégios deles. Segundo os dados do Tesouro Nacional já de acordo com a inflação medida pelo IPCA, os gastos com os reacionários fardados, tanto os ativos, quanto os inativos, subiram, 5,7% e 4,2%, respectivamente, enquanto as despesas com a população e servidores públicos caiu, 8,4% ativos e 3,3% inativos, de 2018 a 2021.

Uma velha e boa história da mamata fardada, já assistida com os escandalosos gastos dos militares com picanha, leite condensado, viagra, entre outros. Assim como, com seus salários milionários, na medida que Bolsonaro e Paulo Guedes mantêm intacto o teto de gastos, cortam da saúde e da educação, fazem de tudo para privatizar estatais como a Eletrobrás.

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As regalias dos militares só aumentaram, inclusive, seu lugar na política, também. Os militares nunca estiveram tão presentes num governo desde a ditadura, e trazem consigo, saudando repetidamente esse legado autoritário, de massacre e tortura, que aplicou uma série de ataques aos trabalhadores e os setores mais oprimidos como os povos indígenas.

E, não podemos esquecer que os militares ganharam peso nos governos do PT, principalmente, com o envio das tropas militares brasileiras ao Haiti para reprimir o povo negro. A política de conciliação de classes do PT tanto pavimentou o caminho para o golpe institucional de 2016, como para a inserção mais profunda dos militares da política. Lula e o PT, hoje, não pretendem mudar isso. Lula sequer cita os militares em seus discursos eleitorais, dando um aceno de que terão seu lugar guardado em seu governo, assim como seus interesses resguardados.

Sua aliança com o neoliberal Alckmin, não muito diferente de Guedes, demonstra qual será seu projeto político, de administração da obra econômica do golpe e manutenção do regime, mantendo todas reformas intactas, sem revogação integral, como a da previdência e trabalhista. E é a essa política que o PSOLvem se adaptando e capitulando historicamente, com o apoio no primeiro turno a chapa Lula-Alckmin e a federação com o partido burguês, REDE, de Marina Silva.

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A extrema-direita racista e saudosista da ditadura militar, não pode ser derrotada eleitoralmente. O combate aos militares, ao agronegócio e aos capitalistas que Bolsonaro e Mourão estão abraçados, precisa ser através de uma política, mobilização e organização independente dos trabalhados junto da juventude e mais oprimidos. Nossa luta não pode ser junto da direita que odeia, mas que quando convém se coloca contra Bolsonaro, e nem subordinadas às saídas institucionais desse regime político degradado, como as eleições. O STF e o Congresso estão colados com os interesses da burguesia neoliberal e com a política de Bolsonaro quando o assunto é atacar a população para garantir os lucros do mercado financeiro.

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Por isso é tão fundamental a luta por um programa operário que se enfrente com os lucros capitalistas, que batalhe pelo fim de todos os privilégios das cúpulas militares e das forças armadas, e ponha um fim nas heranças da ditadura militar. Para combater a fome e o desemprego, batalhamos pelo aumento automático do salário conforme a inflação, como um meio de enfrentar a política econômica de destruição de empregos e do salário de Bolsonaro e Mourão, Guedes e todos aqueles que articularam e acordaram com o golpe institucional de 2016. Assim como um auxílio emergencial no valor de 1 salário mínimo, junto disso é necessário que se diminuam as horas de trabalho para 6h para que se possa contratar esses desempregados sem reduzir os salários, e a revogação integral da reforma trabalhista e de todas as reformas e privatizações.




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