Gênero e sexualidade

PEDOFILIA

Mallone David de Morais prega estupro de crianças pelos pais e choca a internet mundial.

Internautas se revoltam e passam a denunciar canal do pedófilo.

terça-feira 13 de setembro| Edição do dia

No inicio dessa semana, muitas pessoas se chocaram ao ter acesso ao vídeo postado no canal do usuário, Mallone Morais, de 23 anos, Youtuber que supostamente publicava tutoriais de jogos infantis, e era seguido por aproximadamente 23 mil pessoas, em sua maioria, crianças de 7 a 13 anos, mas que foi perdendo seguidores após os absurdos e apologias que o mesmo seguia fazendo, sendo o ultimo o mais absurdo, em que afirma que “todo pai tem o direito de tirar a virgindade da própria filha”. Segundo publicações replicadas no Facebook, o mesmo reside no município de São Paulo, no bairro de Santo Amaro.

O vídeo que começou a circular nas principais redes sociais, tem teor repulsivo, justificados a inúmeros preconceitos criminosos, carregados de ódio, a feministas, LGBTs e o que ele denomina de “lixos periféricos”, no caso os pobres, negros, maconheiros, nóias e afins...

O mesmo já era apelidado como o “Pedófilo do YouTube” e postava diversos vídeos seguindo essa temática, no mínimo criminosa, que é impossível que não nos faça sentir nojo ou repulsa, tornando difícil permanecer a ouvir daquilo, com linguajar e dicção horríveis e palavras de muito baixo escalão.

Abertamentamente, Mallone defende também James Bartholomew Huskey, um conhecido pedófilo americano, professor de Tênis que catalogava e colecionava vídeos em que abusava de suas alunas. Seguindo a absurdos que não se bastam, o mesmo passa a discursar que “infelizmente pornografia infantil é ilegal”, e a desafiar, que “ se você é pai e tem caráter e vergonha em sua cara, vai agora mesmo onde sua filha estiver e a inicie sexualmente”. Isso, sob a justificativa de que se o pai não o fizer, outro nóia o fará, seja ele estes maconheiro, ou viram lésbica e feministas...

De acordo com as publicações dele, ele notou que se atraia por crianças quando teve contato com a cantora mirim de funk “MC Melody”, que também mantem o canal nesta rede social, e foi alvo de assédios e declarações/exposições por parte dele.

Logo após ter seus vídeos viralizados na internet, o mesmo foi alvo de varias
denúncias ao Ministério Público, que iniciou investigação e em julho deste ano, foi encontrado em sua casa vários materiais contendo pornografia infantil, fotos, vídeos e conversas em sua rede social. Mallone foi preso, mas logo pagou a fiança de 2.500 reais e foi solto, saindo pela porta da frente da delegacia como se nada tivesse acontecido. Em reportagem a Rede Record, em conversas em que confessa os crimes de abuso sexual infantil, o masmo afirma que não irá parar, e nem ficar preso.

De acordo com uma matéria publicada pelo site “Forum”, o usuário do YouTube “justifica” os absurdos que publica em seu canal, afirmando ser “autista” e tomar remédios controlados.

Todas as páginas que noticiaram os absurdos sobre esse caso, compartilharam também os links dos vídeos para ser denunciado, alertando o conteúdo de ódio voltado a mulheres e feministas, bem como recomentando atenção a pessoas mais sensíveis a esse conteúdo e causa, porque é de fato de causar horror, repulsa, ódio. Até o fechamento desse texto, Mallone já havia excluído pagina do Facebook, e há pouco no YouTube, sua conta também foi cancelada.

O caso só expõe como se mantem latente a mentalidade machista e objetista da mulher ou criança frente a um individuo como este, que entende a mulher como posse, como objeto, e orienta os pais eduquem sua prole, por via do abuso. Um jovem de apenas 23 anos, produto de uma educação sexista e de uma indústria pornográfica pautada no falocentrismo, no heterocentrismo. Colocando em xeque também o papel do Estado a lidar com problemáticas tão brutais como essas, que só torna mais evidente, a brutalmente exposição à violência e violação que mulheres, crianças e LGBTs estão expostas diariamente.

Enquanto isso, acompanhamos um governo golpista e de homens e machistas, que não só já ditavam muitas das regras, mas que agora se coloca abertamente contrário a cada uma de nossas pautas e reivindicações, com projetos retrógrados que beiram ao absurdo, mas que pode vir a se desdobrar de inúmeras maneiras ainda mais agressivas a nós, meninas e mulheres, e filhas, sobrinhas e amigas.




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