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Malafaia perde a linha e a noção e tenta ensinar combate às fake news

Fiel escudeiro de Bolsonaro na propagação de fake news, o pastor fervorosamente vociferou contra os “esquerdopatas” e a mídia. Logo o início de mais um culto, na última quinta-feira, dia 18, saudou a imprensa nacional e internacional que se fez presente no local e do alto de sua pseudo benevolência, liberou a imprensa a entrevistar os fiéis. E em seguida, decidiu se fazer de exímio conhecedor e perito, orientando seus seguidores a identificar fake news.

sexta-feira 19 de outubro| Edição do dia

Fiel escudeiro de Bolsonaro na propagação de fake news, o pastor fervorosamente vociferou contra os “esquerdopatas” e a mídia. Logo o início de mais um culto, na última quinta-feira, dia 18, saudou a imprensa nacional e internacional que se fez presente no local e do alto de sua pseudo benevolência, liberou a imprensa a entrevistar os fiéis. E em seguida, decidiu se fazer de exímio conhecedor e perito, orientando seus seguidores a identificar fake news. Disse:

"Tudo que você ouvir nas redes sociais, na imprensa... Número um, duvidar. Número dois, criticar, analisar o que está ouvindo. Número três, determinar, não aceito nada, aceito tudo, aceito parte. Se fizer as três coisas vai parar de ficar replicando fake news de graça."

E não parou por aí o show de hipocrisia. Malafaia também defendeu que o pastor não é dono dos fiéis ou de seus votos, mas que pode influenciá-los. "O sindicalista influencia, o ativista político, os artistas, por que eu como pastor não posso influenciar? Eu influencio como outros influenciam também", discursou.

Um Estudo feito por USP, UFMG e Agência Lupa mostra que apenas quatro das 50 imagens mais compartilhadas em grupos de WhatsApp são verdadeiras. E pasmem: A pesquisa aponta o pastor Silas Malafaia como o campeão de compartilhamento da mentira.

Acontece que defender assim com unhas e dentes Bolsonaro nem sempre foi assim. Ano passado, quando se cogitava o nome de Dória também para candidatura, Malafaia afirmou que o candidato do PSL, agora seu queridinho, não tinha competência para assumir o cargo. Tudo porque, segundo declaração do próprio Malafaia, Bolsonaro não o havia defendido com vigor tal qual seria necessário quando o pastor fora indiciado na Operação Timóteo sob suspeita de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção em cobranças de royalties da exploração mineral.

"Ele me defendeu, mas não me defendeu como deveria, por isso fiquei invocado. Foi por isso, eu estava com raiva, quando a gente está com raiva fala umas bobagens e eu estava indignado. Porque eu defendi ele na questão da Maria do Rosário, que chamou ele de estuprador. Na hora que chegou minha vez, deu um depoimento lá no Congresso, eu falei: é isso, cara? Tinha que meter nas redes sociais. Depois que acabou tudo, ele disse: vem gravar uma live, aí agora eu não quero."




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