Política

GOLPISMO

Malafaia coloca sua igreja para apoiar golpismo de Bolsonaro

segunda-feira 20 de abril| Edição do dia

Silas Malafaia, um dos pastores capitalistas que é base de apoio ao governo reacionário de Bolsonaro, não tardou em comprar o avanço do discurso golpista do presidente e no dia de hoje chamou uma live para expor o "conluio de Rodrigo Maia, Alcolumbre e STF contra Bolsonaro".

O dia de ontem marcou uma inflexão do discurso golpista de Bolsonaro, o presidente mais uma vez não hesitou em participar de uma manifestação golpista que pedia abertamente o fechamento do Congresso e do STF. Bolsonaro não só discursou para o apunhado de terraplanistas e olavistas, em meio aos pedidos de intervenção militar e AI-5, como disse que "Nós não vamos negociar nada! Chega de patifaria!".

Com esse gesto Bolsonaro deu a senha para que outros aliados fomentem o discurso de que ele é vítima de um golpe patrocinado pelos outros poderes, que o impedem de exercer sua agenda genocida de liberação das quarentenas, por exemplo. Hoje (20/04) Malafaia não tardou em seguir a deixa do presidente e convocou uma live para as 18h em que promete detonar esse conluio contra o presidente.

Mesmo em meio a uma pandemia e as profundas perspectivas de crise a frente, Bolsonaro se move com o intuito de criar as condições para um autogolpe. Longe de seu discurso de vítima de golpe, o que ocorre é uma disputa entre as instituições autoritárias do regime pela preponderância nesse regime degradado que vivemos no país desde o golpe institucional.

Maia, o Congresso, o STF e os militares não são alternativas ao autoritarismo de Bolsonaro. Se posicionam agora como mais "sensatos" que Bolsonaro em torno da crise do coronavírus, mais foram cúmplice na aprovação de sua agenda de ataques contra os trabalhadores. E mesmo em relação ao COVID-19, não tomam medidas consequentes para preservar tanto a vida, quanto os empregos e a renda dos trabalhadores.

Por isso, é necessário levantar uma saída independente dos trabalhadores, com Fora Bolsonaro, Mourão e os militares, defendendo que o povo que decida, com uma Assembleia constituinte livre e soberana que parta de um programa emergencial para a crise, mas que também dê uma resposta de fundo ao avanço autoritário dos diferentes atores que vemos desde o golpe institucional, portanto, sem nenhuma confiança em Maia, governadores e STF. Só a organização dos trabalhadores pode impor uma solução frente a crise do coronavírus e a crise política, que o povo decida os rumos do país!




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