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Mais uma mulher vítima do feminicídio: ex namorado dá 13 facadas em estudante em SP

O ex namorado pede abraço de despedida, logo após a estudante terminar o namoro e a ataca com 13 facadas em várias partes de seu corpo. O delito ocorreu em Ibitiúva, Distrito de Pitangueiras, interior de São Paulo, na noite do último sábado, 4.

terça-feira 7 de agosto| Edição do dia

A estudante Whailly Micheli Mendes, 24 anos, já vinha em um relacionamento conturbado com o ex namorado segundo o depoimento de sua prima Suelen Cristina da Silva que estava no momento que ela foi esfaqueada brutalmente pelo ex namorado o relacionamento tinha durado 6 meses. Ela relata que inclusive após o término o ex namorado Maycon Fellipe de Oliveira Francisco consentiu e pediu um abraço e logo a atacou, e só parou porque ela inteviu.

Na noite, Maycon foi à procura da estudante, insistindo para que voltassem. Ele ainda teria dito que havia sido “tocado” [posto para fora] de casa pela mãe e que queria morar com Whailly, que não aceitou, ela queria mesmo era terminar, se ver livre depois de ter sido maltratada por ele.

A estudante foi levada para o hospital, passou por uma cirurgia e seu estado de saúde é estável. Um boletim de ocorrência foi aberto e a Justiça já expediu um pedido de prisão temporária do suspeito.

Sabemos que a Polícia não é confiável e que não vai se colocar a serviço de combater a realidade da violência contra a mulher e cada vez cresce mais e fica mais assustadora. Além disso ocorrem vários casos de mulheres que sofrem sozinhas e não denunciam por medo do agressor, é em muitas situações são desencorajadas pela própria Polícia. O homicídio, junto com o estupro, é o “último elo” de uma enorme cadeia de violência contra as mulheres que se legitima e reproduz desde o Estado e suas instituições.

É preciso exigir dos governos um programa forte de combate à violência contra a mulher que combata e previna a violência e o feminicídio, que inclua que as mulheres que sofrem alguma violência tenham abrigos, licenças remuneradas do trabalho, seguro-desemprego que cubra o custo de vida para todas, acesso a crédito familiar sem taxa de juros para que as mulheres possam restabelecer suas vidas. Isso não é impossível, o Estado é responsável por cada morte. Basta de mulheres mortas pelo Machismo e pelo Capitalismo. Pelo direito ao nosso corpo, pelo direito à vida gritamos: Nem uma a menos.




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