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PRECONCEITO

Mais um colégio ensina preconceito pedindo "fantasia" de favelado para alunos

quinta-feira 29 de junho| Edição do dia

Em Comunicado, o Colégio Cenecista Fayal anunciou nova brincadeira para ensinar o preconceito nos colégios de rico em Santa Catarina. A festa de integração, segundo denunciou um pai de aluno, se tratava de dividir as turmas em dois grupos, aonde um seria de profissionais liberais que normalmente recebem altos salários, enquanto que o outro grupo de alunos iria "fantasiado" de favelados.

Indo no mesmo projeto pedagógico preconceituoso do "se nada der certo" protagonizado pelo Colégio Marista e pelo IENH, em que estudantes ricos se fantasiavam de trabalhadores precários, o CNEC dá outro show de preconceito.

Afinal, enquanto um grupo é composto de profissões como advogado, empresário, etc, o favelado não é uma profissão, e sim um esterótipo. Morando em lugares precarizados, aonde o estado na maioria das vezes nem chega para prestar os serviços públicos, ou mesmo o fornecimento de água luz e esgoto, mora um trabalhador, seja ele precário, terceirizado, camelô, desempregado ou pequeno comerciante, mas estas profissões, assim como as desigualdades sociais que produzem o desemprego, o colégio CNEC esconde sob a "fantasia" do favelado.

Mais um exemplo de como o ensino pode servir para reproduzir os valores da sociedade capitalista, aonde o "empresário", que não trabalha e vive do suor dos outros, é enxergado enquanto uma profissão, enquanto que aqueles que o sustentam são vistos como o "favelado".

Mas o colégio CNEC ganhou vários apoiadores para esta brincadeira, é só ver os preconceituosos que tentam diminuir o fato:

Mas basta um rápido acesso na página da pessoa para entender de qual lugar foi tirado este raciocínio:

E uma série de muitos outros comentários defendendo o preconceito contra o morador da favela.




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