MINAS GERAIS

Mais de mil se reúnem em ato anti fascista em BH pela manhã

A manifestação que saiu da praça da bandeira, no bairro mangabeiras contou com centenas de pessoas que entoaram gritos de “fora Bolsonaro” e “fascista recua”. Grande parte destas pessoas já se somaram ao ato da tarde na Praça da Estação.

domingo 7 de junho| Edição do dia

O ato convocado para hoje de manhã em Belo Horizonte acaba de chegar à Praça da Estação, onde começa outro ato convocado pelo Movimento Negro.Após a concentração às 11h na Praça da Bandeira, no bairro Mangabeiras, os manifestantes desceram a avenida Afonso Pena em direção ao Centro de BH, carregando cartazes e cantando principalmente “fora Bolsonaro” e “fascista recua”.

O ato terminou com uma homenagem a George Floyd, homem negro assassinado violentamente pela polícia estadunidense, e cuja morte gerou uma onda de protestos no mundo todo, aqui se somando ao sentido anti-fascista do ato que, como em várias cidades do Brasil surgiu para se contrapor aos atos bolsonaristas que saíam aos domingos pedindo intervenção militar e volta do AI-5. Marielle Franco Vereadora do Rio de Janeiro assassinada pela milícia daquele estado por defender o povo negro também foi lembrada no ato de hoje pela manhã, que também tinha como consigna “vidas negras importam”.

No percurso entre a Zona Sul e o Centro, o ato recebeu o apoio das pessoas por onde passava, tanto das pessoas que estavam em suas casas, como de trabalhadores de serviços essenciais que estavam nas ruas, mas principalmente dos trabalhadores da limpeza, como garis e varredoras que saudavam o ato na sua passagem.Ao passar em frente ao Memorial dos Direitos Humanos, Antigo DOPS, na avenida Afonso Pena, os manifestantes fizeram uma homenagem aos mortos políticos na Ditadura de 1964.

Toda essa mobilização, com chamados de professores e estudantes, que colocou a juventude de BH na rua para combater o avanço das idéias fascistas impulsionadas pelos bolsonaristas, o racismo que mata negros pelas mãos da polícia e pela miséria capitalista que pesa ainda mais sobre o povo preto e o governo de Bolsonaro que vem desde o primeiro dia de mandato destruindo a vida de trabalhadores por meio da retirada de direitos básicos como a saúde e educação e aprofundando a miséria do povo pobre em favor dos capitalistas, mostra a força e a disposição de uma juventude que não aceita mais a exploração, o racismo, a homofobia, e nem nenhum outro meio do qual esse sistema se vale para nos manter sob seu jugo. O apoio da população e dos trabalhadores também mostram que a demanda das manifestações é legítima e que a revolta só cresce entre a população.

A CUT, maior central sindical do país, dirigida pelo PT, poderia ter fortalecido ainda mais esse ato, mobilizando todas as bases das categorias que dirige no estado, para que aqueles que tivessem condições se somassem ao ato, e prestando todo apoio possível. O Levante Popular da Juventude também poderia ter se somado e influenciado uma camada importante da juventude a estar nas ruas combatendo Bolsonaro.

A estratégia do PT tem sido o “fica em casa”, desconsiderando que nesse momento os trabalhadores enfrentam uma batalha contra as políticas do Governo Bolsonaro de devastação dos direitos trabalhistas e que não há condições para ficar em casa sem recursos econômicos depois sãs demissões e cortes de salários que passaram sem a resistência dos sindicatos da CUT.Desta forma, a CUT e o PT deixam de lado a importância que teria a mobilização dos trabalhadores para, inclusive, ditar novos rumos para a crise, o negacionismo de Bolsonaro e colocar nossas vidas na frente dos lucros dos patrões.




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