#VIDASNEGRASIMPORTAM

Mais de mil se manifestam no Rio de Janeiro contra Bolsonaro e pelas vidas negras

Acaba de se encerrar ato com mais de mil manifestantes que ocuparam do centro do Rio de Janeiro por justiça a George Floyd, João Pedro, Miguel e contra Bolsonaro e Mourão.

domingo 7 de junho| Edição do dia

O ato de hoje no Rio de Janeiro unificou as diversas manifestações que estavam marcadas para a mesma hora em distintos locais da cidade. O ato que saiu do busto de Zumbi dos Palmares e foi até a Candelária, no centro, é uma resposta aos pequenos grupos de apoiadores do governo da extrema-direita têm saído todas as semanas nas ruas para defender Bolsonaro. Além disso, expressa o repúdio ao assassinato constante da juventude negra nas favelas. Só no período de pandemia, mais de 200 pessoas mortas pela polícia assassina de Witzel nas favelas cariocas em operações.

O Brasil tem cerca de 31,3 milhões de brasileiros não possuem água encanada, 48% da população não possui rede para a coleta de esgoto, 11,6 milhões estão em casas consideradas “superlotadas” (vivem em imóveis com mais de 3 moradores por dormitório) o que impede que possam se proteger do contágio do coronavírus. Além disso, massas da população não tem escolha e precisam sair as ruas todos os dias para irem trabalhar pois o mesmo governo Bolsonaro que não dá condições mínimas para o tratamento do vírus, não garante assistência suficiente para que as pessoas possam ficar em casa.

Uma pesquisa realizada no Rio de Janeiro pela organização Viva Rio mostrou que 75,5% das pessoas com sintomas de covid-19 nas favelas não procuraram atendimento médico e que metade conhece alguém próximo que morreu da doença. A pesquisa revela ainda que 10% das mortes ocorreram dentro de casa, sem qualquer assistência médica. Nas favelas do Rio ao fim do mês de maio o número de mortes dobrou em 15 dias. E mesmo em meio a pandemia os negros e negras precisam se aglomerar em casa para se protegerem das balas da polícia.

Por isso, a urgência de ir para a rua defender que as vidas negras importam, que basta assassinatos pela polícia racista de Witzel e por fora Bolsonaro e Mourão. Combatemos por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para que o povo possa decidir os rumos do país, arrancando a garantia de segurança para os trabalhadores, a proibição das demissões e o não pagamento da dívida pública, que sejam os capitalistas que paguem pela crise.







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