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DEMISSÕES

Mais de mil demissões da empresa Azul: que os capitalistas paguem pela crise

Seguindo a lógica capitalista as empresas seguem demitindo, no meio de uma crise sanitária e econômica sem precedentes. A Azul linhas áreas começou a demitir funcionários, na última quinta (2) foram 500 demissões, segundo informações do SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários), esse número já chega a 1000 demissões entre efetivos e terceirizados.

terça-feira 7 de julho| Edição do dia

A empresa que não confirma para as mídias as demissões diz que está buscando soluções para enfrentar a crise pandêmica da COVID-19. A empresa que no ano passado lucrou cerca de 1,2 bilhões de reais busca a saída da crise nas demissões, para se “salvar” deixa mil famílias desempregadas.

Já foram fechados acordos de demissões voluntárias e licenças sem remuneração com alguns funcionários, ou seja serão muito mais do que mil sem emprego e renda diante de uma pandemia.

A empresa segue com o discurso demagógico de acordos, preservação de empregos e “as melhores medidas possíveis” para enfrentar a crise, a questão é que o enfrentamento propostos pelos patrões são para salvar suas empresas, seus lucros e luxos, enquanto a classe trabalhadora paga pela crise, com o desemprego, a diminuição de salários, licenças não remuneradas para não perder os empregos, enquanto a classe trabalhadora paga com seu suor, miséria e a cada dia mais condições piores de vida.

Já vimos a LATAM e seu plano de demissões que deixa milhares de desempregados pelo mundo, assim como várias empresas que para responder a crise deixa famílias desempregadas e sem renda.

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Essa é a resposta dos capitalistas que respaldados pelo governo jogam o peso da crise nas nossas costas. As MPs do governo Bolsonaro que dão margem para a retirada brutal de direitos trabalhistas, como supostas formas de lidar com a crise. A forma irracional dos capitalistas lidarem com a crise é respondida pelos seus objetivos: o lucro acima da vida.

É um absurdo que enquanto a burguesia, patrões, políticos da “ordem”, a extrema direita e sua corja, sigam com seus privilégios e luxos, a classe trabalhadora siga carregando-os nas costas esses parasitas. Somos nós que movemos a sociedade. É urgente a organização de todas as fileiras da classe trabalhadora para impor o fora Bolsonaro, Mourão e militares, fora esse governo que não perde nenhuma oportunidade de nos atacar de todas as formas, econômicas, políticas e sociais. Somos nós que movemos a sociedade e somos nós que deveremos decidir os rumos da nossa vida, por isso a bandeira de uma Assembleia Livre e Soberana imposta pela luta, que possa proibir as demissões, os ataques e gerir a sociedade de forma a enfrentar o vírus e os capitalistas.




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