Sociedade

protesto contra Samarco

Mais de 500 moradores protestam contra a Samarco no ES

Uma manifestação contra Samarco, empresa responsável pelo maior crime ambiental do país, trancou linha férrea em Espírito Santo

segunda-feira 14 de janeiro| Edição do dia

Cerca de 500 moradores das cidades próximas ao rio Doce protestaram nessa sexta-feira (14), na cidade de Baixo Guandu, no Espírito Santo, contra decisão judicial tomada pela Justiça Federal que altera acordos feitos entre a Fundação Renova e cerca de 9 mil pescadores, permitindo que a Samarco (empresa responsável pelo maior desastre ambiental do país) diminua o valor das indenizações por danos morais e lucro cessante.

O protesto começou as 9h, em frente ao escritório da Fundação Renova. As 11h os manifestantes bloquearam a linha férrea da Vale localizada nas proximidades do centro da cidade, paralisando a circulação de trens.

“São R$ 4,4 bilhões investidos e nenhuma casa construída no distrito de Bento Rodrigues. A Samarco, Vale e BHP Billiton deram calote nos municípios e até hoje não restituiu o que a população foi obrigada a custear para garantir água tratada às comunidades. "Quantos morreram nesta tragédia? Quantos estão sem teto? Quantos perderam sua renda e tem que se humilhar? Quantos animais foram mortos? E a flora, a fauna aquática, o desequilíbrio ecológico? Quantos foram punidos?" Disse o prefeito da cidade, Netto Barros, que anteriormente havia recebido uma carta enviada pela Fundação Renova que ameaçava processá-lo.

As empresas Samarco, Vale e BHP Billiton, depois de despejarem milhões de toneladas de lama tóxica no rio Doce com o rompimento da barragem de Mariana em 2015, juntamente com o Judiciário, que desde o desastre vem anulando qualquer penalidade, perdoando as dívidas e suspendendo todas as ações contra elas, têm claramente um interesse em comum: que a população pague pelos danos e que os capitalistas saiam impunes.




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