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ÍNDIA

Mais de 100 milhões de trabalhadores entram em greve na Índia.

Segundo os organizadores, cerca de 180 milhões de trabalhadores do estado e do setor privado entraram em greve reivindicando aumento no salário mínimo. Denunciam medidas privatizadoras do governo.

sexta-feira 2 de setembro| Edição do dia

Milhões de trabalhadores participaram nesta quarta da greve em diversos pontos do país, em demanda de um salário mínimo de 270 dólares. Esta é a segunda greve deste tipo, que afronta o Governo da Narendra Modi desde que este assumiu há mais de dois anos.

Segundo informam os convocantes, uma plataforma formada por dez sindicatos e federações nacionais, cerca de 180 milhões de trabalhadores se somaram ao protesto em ao menos a metade dos 29 estados do país.

Bancos, transporte público e as dependências estatais permaneceram fechadas, e em vários estados, a greve afetou a indústrias privadas. O governo não fez ainda uma valoração do seguimento da greve que supôs a paralisação total ou parcial em diversas partes do país.

O Governo buscou na última terça-feira chegar a um acordo com os sindicatos anunciando um aumento de 42% do salário mínimo dos trabalhadores não qualificados, até as 350 rupias ou 5 dólares diários.

A medida foi vista como insuficiente pelas organizações de trabalhadores que confirmaram o chamado à paralisação. “Estas 350 rupias não são para os 470 milhões de trabalhadores (...) é somente para umas poucas centenas de milhares no estabelecimento central”, advertiu a secretária do AITUC, Amarjeet Kaur, durante o protesto em Nova Deli.

Milhares de pessoas mobilizaram-se pelas ruas da capital indiana, carregando cartazes com lemas como “Criar novos empregos” ou “Rever a subida dos preços”, e cantando palavras de ordem como “mesmo trabalho, mesmo salário”.

Dinesh Varshney, líder do Congresso de Sindicatos de Toda a Índia (AITUC, em inglês), assegurou à agência Efe que “o Governo está fazendo reformas trabalhistas vazias, os salários mínimos não são assegurados e não dão pensão aos trabalhadores”. Criticou que as medidas governamentais e a inflação dos últimos seis meses afetaram duramente os trabalhadores.

“As demandas não são somente dos trabalhadores, mas também das pessoas comuns”, afirmou, ao destacar entre elas um salário mínimo de 18.000 rúpias mensais (270 dólares) e o direito à seguridade social e pensões. Além disso, pedem que a privatização do setor público seja freada e um aumento no investimento estatal me setores como o transporte público.




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