Educação

28A

Mais de 100 escolas particulares vão parar em SP dia 28! Veja programação de aulas públicas

A mobilização para parar tudo no dia 28 está muito forte nas escolas da rede de ensino privado de São Paulo. Segundo informações fornecidas diretamente pelo Sinpro (Sindicato dos professores da rede de ensino privada de São Paulo), serão mais de 100 escolas, sendo que o número exato ainda não foi divulgado. Confira programação de aulas públicas.

terça-feira 25 de abril de 2017| Edição do dia

Em assembleia no dia 08/04, os professores reunidos em assembleia convocada pelo Sinpro-SP deliberaram por aderir à paralisação nacional do dia 28, e desde então o movimento tem se espalhado por centenas de escolas, onde os professores estão se organizando para efetivamente parar suas escolas.

Entre as centenas de escolas que irão aderir à paralisação, há muitos cenários diferentes. Em algumas escolas tradicionais, até mesmo as diretorias não estão se opondo ou estão diretamente apoiando a paralisação:


Escola da Vila


Colégio Madre Cabrini

Em outros casos, emitiram um comunicado resignado aos pais mostrando que foram obrigados a suspender as aulas pela força da mobilização dos professores que decidiram aderir, ou ainda dizem que tentarão manter as aulas mesmo reconhecendo que haverá adesão à greve em suas escolas:


Colégio Santa Cruz


Escola Viva

Frente às inevitáveis ameaças e assédios morais vindos da parte da patronal, querendo impedir o direito de greve dos professores, o Sinpro emitiu o seguinte comunicado:

Em algumas escolas, como o Colégio Equipe, os professores estão organizando uma agenda de aulas públicas antecedendo o ato unificado. Confira:

- Debate sobre as mudanças na legislação trabalhista
previsto para 27/04 às 20h30 no Colégio Equipe

- Aulas públicas contra as reformas propostas
28/04 no Largo Santa Cecília:

- 11h – Educação e trabalho

- (12h30: lanche coletivo)

- 14h – Previdência, expectativa de vida e pirâmide populacional

Na Politeia, uma escola com gestão democrática onde os funcionários e alunos decidem em assembleia as questões coletivas, já será a quarta adesão às paralisações nesse ano, sendo a primeira na qual participaram a do greve internacional de mulheres, no 8 de março.

Em outras escolas, a patronal tem intimidado os trabalhadores que estão se organizando para resistir. Recebemos esse relato de uma professora de uma escola de elite sobre como foi organizada a paralisação na sua escola:

3 professoras compareceram à assembleia do sindicato do dia 8 de abril na qual aconteceu a votação da adesão à participação. Antes disso, organizamos junto à direção uma reunião breve no horário de trabalho para iniciar uma discussão sobre as reformas da previdência e lei da terceirização. Como o tempo dessa reunião se acabou sem nem chegarmos próximos de esgotar a discussão, criamos um fórum com os professores e funcionários da escola no facebook para compartilharmos textos, vídeos e opiniões sobre essas reformas. Nesse mesmo fórum criamos uma prévia de adesão à greve que teve muitos votos favoráveis.

Com essa previa, convocamos uma assembleia [na qual compareceram mais de 50 professores] e votamos a adesão à greve. Tivemos representação dos 3 segmentos da escola, mas poucas pessoas do infantil e a maioria do fundamental II.

Até o momento de fechamento dessa matéria, o Sinpro-SP ainda estava atualizando o número exato de escolas que informaram a adesão à paralisação. Acompanhe o Esquerda Diário para maiores informações!




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