REFUGIADOS

Mais de 1.000 refugiados são abandonados em alto mar pelo governo da Grécia

“Deixei a Síria por medo de um bombardeio, mas quando isso aconteceu, desejei ter morrido sob uma bomba”, essa chocante frase foi dita por Najma al-Khatib em entrevista ao The New York Times, uma professora síria de 50 anos que foi uma das refugiadas abandonadas em alto mar pelo governo da Grécia.

segunda-feira 17 de agosto| Edição do dia

Segundo o jornal norte-americano, com base em pesquisas feitas por órgãos independentes, pesquisadores e a Guarda Costeira da Turquia, o governo da Grécia expulsou mais de 1.000 refugiados desde março. As expulsões foram feitas por policiais mascarados que levavam-nos até alto mar, nos limites das águas territoriais do país, abandonando-os em botes infláveis. Essas operações criminosas aconteceram pelo menos 31 vezes para levar 1.072 pessoas, ou seja, em botes superlotados.

Na entrevista, Najma al-Khatib afirma ter sido abandonada em um bote inflável junto de outras 22 pessoas, incluindo 2 bebês. O governo demagogicamente nega ter cometido qualquer irregularidade. Por certo que outra declaração do governo não haveria de ser esperada, já que mesmo em terras firmes os refugiados são tratados em condições alarmantes. Os povos que tentam escapar da guerra refugiando-se na Grécia, acabam por se enfrentar com a miséria imposta aos povos explorados e oprimidos. Ainda, em meio a pandemia, as condições precárias dos campos superlotados de refugiados se agravou com auxílio do aparato repressivo policial, escancarando ainda mais a face xenófoba do governo.

Repudiamos enfaticamente esse crime desumano e todos os ataques aos refugiados e povos imigrantes, que vivem em condições alarmantes agravadas em meio a pandemia. A eles não são garantidos o mínimo de condições sanitárias, pelo contrário, o governo da Grécia mantém milhares de refugiados em campos de detenção insalubres, largados à pobreza e à doença. Vemos uma política anti-imigrante em inúmeros governos burgueses, como é o caso dos EUA com Trump e do seu capacho Bolsonaro aqui no Brasil. Contra os ataques xenófobos de todos os capitalistas levantamos a necessidade da unidade da classe trabalhadora mundial, lutando contra as fronteiras impostas por esse sistema que permite e incentiva atrocidades como essa da Grécia.




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