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CORONAVÍRUS

Mais 412 trabalhadores infectados no frigorífico JBS Ana Rech, em Caxias do Sul

Segundo informações do MPT-RS (Ministério Público do Trabalho) divulgadas no final da tarde de sexta-feira (19), mais 412 casos de coronavírus foram confirmados no frigorífico JBS Ana Rech, em Caxias do Sul, na serra gaúcha, após a testagem de 1,5 mil funcionários, que seguem arriscando suas vidas em meio a absoluta negligência da empresa que mantém seu funcionamento a todo vapor mas não garante proteção mínima dos funcionários.

sábado 20 de junho| Edição do dia

Cinicamente e escancarando o descaso com a vida dos trabalhadores, a empresa ainda declarou que "a saúde de seus colaboradores é sua prioridade absoluta e, desde o início da pandemia no Brasil, tem se pautado pelo absoluto foco na segurança e proteção dos seus colaboradores no enfrentamento à Covid-19 em suas unidades".

No início do mês, a justiça já havia interditado, por 14 dias, o frigorífico, após a confirmação de mais de 20 funcionários com coronavírus. Quatro dias depois, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) determinou que o frigorífico poderia reabrir, tomando algumas medidas de proteção e segurança. 

Veja também: Frigorifico da BRF em SC tem surto de COVID-19 após negligenciar a saúde dos trabalhadores

Histórico de infecções em frigoríficos: No RS, 12 dos 19 surtos por COVID-19 são em frigoríficos com 240 trabalhadores infectados

É escandaloso o Brasil de Bolsonaro, onde casos de COVID-19 passam de 1 milhão, fruto da ganância capitalista, onde o governador Eduardo Leite flexibiliza o isolamento social para as empresas voltarem a funcionar e manter seus lucros, enquanto o número de surtos de Coronavírus no Estado é assustador, a maioria sendo em frigoríficos onde os trabalhadores estão expostos ao vírus em locais de trabalho insalubres.

É urgente que os trabalhadores tenham condição de proteger a saúde deles com os equipamentos necessários, decidindo se mantém ou não a produção, as escalas e horas de trabalho, é necessário o afastamento daqueles que estão no grupo de risco, os trabalhadores que não são do grupo, caso sejam afastados e que 100% do salário seja garantido, assim como seus direitos.




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