Gênero e sexualidade

Maíra Machado chama mulheres para ato contra Bolsonaro: "contra a extrema direita e independente do PT"

terça-feira 18 de setembro| Edição do dia

O imenso potencial expresso na rápida expansão do grupo online "Mulheres contra Bolsonaro", que em menos de 5 dias reuniu 2 milhões mulheres, resultou na convocação de uma mobilização para o dia 29/09.

Como parte dessa convocatória, Maíra Machado do grupo de mulheres Pão e Rosas e candidata a deputada estadual pelo MRT através de filiação democrática no PSOL, gravou o seu chamado às mulheres para o combate à extrema direita e o golpismo nas ruas.

No chamado Maíra aponta o enorme potencial da mobilização das mulheres, que nos últimos anos se expressou em diversas lutas pelo mundo. Porém ela alerta para as diversas tentativas de cooptação dessa força:

A gente tem que entender que não é através do voto que a gente vai conseguir alterar a situação que tá colocada em nosso país(...) Vários setores vão querer cooptar a nossa luta tentando disseminar uma ilusão de mal menor. No caso do Brasil o mal menor se expressa com Kátia Abreu, Ana Amélia, ou também com o PT que governou o país durante 13 anos e não resolveu as demandas das mulheres, não legalizou o aborto, ainda por cima abriu caminho para o golpe institucional governando com gente como Eduardo Cunha, Silas Malafaia (...)A gente tem que entender que só podemos confiar na força da nossa luta e na nossa mobilização

A candidata também ressaltou o caráter manipulado dessas eleições, tuteladas pelo judiciário e pela crescente politização das Forças Armadas. "É justamente esse autoritarismo que será usado pra ir contras as mulheres e contra todos os setores que colocam as suas demandas, como os negros, os lgbts e a juventude. Por isso queremos fazer um chamado para que todos e todas saiam as ruas no dia 29, mas apostando em uma esquerda que construa uma mobilização independente dos partidos da ordem", afirmou Maíra.

Confira também o chamado do grupo de mulheres Pão e Rosas: Mulheres à frente contra Bolsonaro, o golpismo e para que os capitalistas paguem pela crise




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