Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Maioria do povo é contra a detestada reforma da previdência de Bolsonaro, diz pesquisa

segunda-feira 26 de agosto| Edição do dia

FOTO: Sérgio Lima/Poder360

Pesquisa realizada pelo instituto MDA, contratado pela Confederação Nacional dos Transportes, teve como resultado que a maioria da população entrevistada é contra a reforma da Previdência. O instituto MDA ouviu 2.002 pessoas em 137 municípios entre os dias 22 e 25 de agosto, a margem de erro 2,2 pontos.

Divulgada nesta segunda-feira, o resultado da pesquisa CNT/MDA deu 52,7% contrários ao projeto e 36,6% favoráveis à ele, 10,7% não souberam ou não responderam. Curiosamente, 36,6% é mais ou menos o número em torno do qual se expressa a base eleitoral mais fiel de Bolsonaro.

Perguntados sobre quem sairia beneficiado com a reforma, 45,4% disseram que a reforma beneficiará os mais ricos e 14,5% disseram que ninguém sairá beneficiado.. Mas 6% disseram, com desassombro, que a reforma beneficiaria os mais pobres, e 25,4% que beneficiará ambas as classes de forma igual.

Leia mais: Pesquisa CNT/MDA mostra aumento da desaprovação de Bolsonaro

O ódio pela reforma da previdência é uma realidade inegável, expressa pela população nos quatro cantos do Brasil apesar de toda a manipulação da mídia e inclusive da manipulação feita pelos próprios institutos de pesquisa. Afinal de contas, quem paga por estas pesquisas são sempre grandes capitalistas.

Afinal de contas, enquanto os políticos corruptos tem direito às aposentadorias especiais, os trabalhadores terem idade mínima de 65 anos, perdendo uma série de benefícios como a aposentadoria especial, pensão por morte, e inúmeros outros, esta reforma é simplesmente a demonstração de todo o ódio que os patrões têm dos trabalhadores brasileiros.

Leia também: Sem freio, Bolsonaro questiona oferta de 20 milhões para Amazônia: "O que eles querem lá?"

Que 6% acham que a reforma beneficiaria os mais pobres, discurso que é feito pelos políticos e pela rede Globo, demonstra bastante esta verdade. E se a base eleitoral fiel apoiadora de Bolsonaro realmente estivesse convencida de esta reforma é muito boa, defenderiam uma reforma só para eles. Se acreditasse realmente que a previdência está quebrada e que aposentar-se é um privilégio, então abririam mão deste direito. Não o fazem porque sabem que isso é mentira de Bolsonaro.

Enquanto Bolsonaro segue com esta base fiel que aceita até mesmo a reforma da previdência, os empresários que patrocinaram sua eleição, suas fake news, e apoiaram o esquema do judiciário para manipular estas eleições, estão comemorando o avanço de mais este ataque contra os trabalhadores. Empresas bilionárias, que devem bilhões ao sistema previdenciário, jamais terão que pagar porque os sucessivos governos, a cada ano que passa, cobra esta fatura do suor dos trabalhadores fazendo-os trabalhar mais tempo e receber menos benefícios no final de tudo.

A visão de que os ataques aos trabalhadores não vem acompanhados de nenhuma melhora na economia pode não estar gerando imediatamente nenhuma expressão luta de classes. Mas há alguns indícios de, ao menos, um certo aviltamento do governo de Bolsonaro. Esta mesma pesquisa teve, como resultado, o maior índice de reprovação deste governo até agora registrado: 53,7% de reprovação contra 41% de aprovação.

Leia também: Mostrando suas ambições imperialistas, Inglaterra, Alemanha e Espanha insistem em acordo UE-Mercosul




Tópicos relacionados

Paulo Guedes   /    Governo Bolsonaro   /    Jair Bolsonaro   /    Reforma da Previdência   /    Política

Comentários

Comentar