Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Maia quer aprovar a todo custo a reforma este ano e tirar a aposentadoria dos trabalhadores

segunda-feira 4 de dezembro| Edição do dia

O presidente da câmara Rodrigo Maia começou afirmando na tarde desta segunda-feira que possuía, entre os partidos de base aliada, 325 deputados favoráveis a reforma da previdência, e que além desses, tem entre 45 e 50 que não são nem oposição, nem base aliada, que poderiam ser convencidos. Já no começo da noite de ontem, o mesmo admitiu que a base aliada tinha distância a percorrer para conquistar o total de votos para aprovar a reforma da previdência. O governo golpista e os empresários querem que a reforma seja aprovada a toque de caixa e pode ser votada já na próxima semana.

"É a última chance desse ano votar na próxima semana, se conseguirmos os números", disse Rodrigo Maia, e ainda ponderou que, caso não seja votada a reforma ainda esse ano, voltará o ano que vem. Disse ainda que estava pessimista quanto a votação até sábado, mas que, após reuniões no domingo, ficou “realista”.

Esses dados, porém, são questionáveis já que, na semana passada, as mídias afirmaram que não havia o número suficiente de deputados para aprovar a reforma e por isso ela foi adiada, assim como a greve nacional convocada pelas centrais que traíram a luta dos trabalhadores, já que a reforma não saiu do principal ponto da agenda dos políticos. A declaração inicial de Rodrigo Maia parece uma tentativa de acalmar os ânimos dos empresários que querem descarregar o peso da crise nas nossas costas aprovando a reforma da previdência. Outro ponto que Maia está contando para avançar nos votos é na reunião da cúpula do PSDB que irá se reunir na próxima quarta-feira para definir sua posição. "Sem o PSDB não tem reforma", disse.

O governo nada mais é do que o balcão de negócios dos capitalistas. Para conseguir base na aprovação da reforma, Temer convidou presidentes de partidos para um almoço no Palácio da Alvorada no último domingo. À noite, se reuniu com Rodrigo Maia e com ministros para explicar a reforma. Quantos jantares mais o presidente vai oferecer para rifar nossos direitos?

Após ser adiado a votação as grandes centrais como a CUT e a CTB traíram a mobilização e cancelaram as greves. Ainda assim, nesta terça-feira, dia 5, acontecerão grandes atos contra a reforma da previdência e contra todos os ataques. A organização dos trabalhadores é a única maneira de barrar os ataques do governo golpista.

É necessário que seja organizado grandes manifestações contra a absurda reforma da previdência como parte de reerguer um um plano de luta concreto para retomar o caminho da greve geral para mostrar que os trabalhadores e a juventude não vão trabalhar até morrer e que não aceitarão pagar as contas desta crise, assim como se organize um polo anti-burocrático urgente da esquerda pois não podemos ficar à mercê das grandes centrais sindicais e precisamos tomar a greve em nossas mãos para impor um plano de lutas à estas centrais.

Às ruas dia 5 contra a reforma da previdência! Retomar o caminho da greve geral!

FOTO Rafaela Felicciano/Metropolis




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