Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Maia afirma que Reforma da Previdência será "menor" do que queria e quer mais ataques

Em reunião hoje, 29, com os reitores das universidades no Rio de Janeiro, Rodrigo Maia, presidente da câmara dos deputados, falou sobre a dificuldade que a reforma da previdência vai enfrentar no Congresso e que ela terá que ser menor do que esperado.

sexta-feira 29 de setembro| Edição do dia

Segundo Maia, “todas as reformas estão sendo menores que a gente gostaria”, deixando claro que seu objetivo é ainda maior do que já significa a aprovação da reforma trabalhista para os direitos dos trabalhadores, que é na prática a destruição da CLT.

Maia já sinaliza que a reforma da previdência é a prova de fogo para qualquer governo e por isso vê a resistência que ela pode enfrentar não só no congresso, mas em abrir ainda mais questionamentos sobre a manutenção de Temer na presidência e ser um novo estopim para que os trabalhadores e jovens tomem às ruas novamente.

Seu medo é que frente à crise de legitimidade posta frente ao regime político não seja possível aplicar todos os ataques, assim como receia que a greve geral, como foi a do dia 28 de abril, se repita e possa colocar em cheque todas as reformas que ele diz considerar “pequenas” frente ao que queria. Com o discurso de que a previdência não irá aguentar por muito mais tempo defende a reforma da previdência mas já sinaliza um recuo, dizendo que ela deverá ser menor.

Além de fazer passar a reforma da previdência, Maia também tem outras duas prioridades que é censurar a esquerda e os trabalhadores com a reforma política e criar um fundo bilionário para os políticos fazerem suas campanhas, aumentando ainda mais seus privilégios, como viemos denunciando aqui.

O presidente da câmara mostra mais uma vez que quer aprofundar os ataques aos trabalhadores, mas que teme sua organização e capacidade de enfrentar as medidas do governo. É mais do que hora de a partir de cada local de trabalho e estudo levantarmos uma grande luta contra a reforma da previdência e impor uma constituinte livre e soberana que mude as regras do jogo e anule todas as reformas e ataques que já passaram.




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