MÃES CONTRA WITZEL E A POLÍCIA ASSASSINA

Mães de crianças assassinadas pela polícia protestam no Rio de Janeiro

Na tarde dessa quinta-feira, 26, mães e parentes de crianças que foram assassinadas pelas balas da polícia ou “perdidas” durante operações policiais no Rio levaram sua dor para a frente do Palácio Guanabara, sede do governo de Wilson Witzel, entusiasta da violência policial que assassinou Agatha e tantas crianças.

quinta-feira 26 de setembro| Edição do dia

Foto: Imagem G1

Foram 16 uniformes escolares manchados de vermelho estendidos nas grades do Palácio Guanabara (sede do governo do estado) em referência às 16 crianças alvejadas nos morros cariocas desde o início do ano. Agora, há uma 17ª ferida, ela é a Vitória, baleada no Morro da Mineira, menos de uma semana depois da morte de Ágatha Félix.

Uma campanha tomou as redes e manifestações apontando a culpa para o grande número de aumento de crianças mortas pela polícia que diz: #ACulpaéDoWitzel, recebendo apoio de artistas, mães e gerando revolta em grande parte da população, pela brutalidade do crime contra uma criança de 8 anos.

Em cínica declaração, Witzel falou que a culpa é do tráfico. Como poderia ser do tráfico, se o gatilho puxado e as bombas jogadas são da polícia? A tal bala perdida, tem endereço e autógrafo, e é direcionada aos negros e pobres moradores das favelas do Rio de Janeiro, vítimas da política genocida de Witzel.

Os familiares de Ágatha denunciam que Ágatha foi atingida pela polícia em um momento que sequer havia confronto, em mais uma morte fruto por um estado racista. Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro e, hoje, responsável por esta política, foi à público defender esta política que está batendo recorde com mortes de inocentes e de crianças, afirmando que a culpa é dos usuários de drogas, como se a não partisse de sua polícia estes assassinatos. O estado do Rio de Janeiro tem as mãos sujas de sangue e um governador que faz questão de estar presente no helicóptero da polícia quando este atira lá do alto na casa das pessoas, do trabalhadores, dos mais pobres e dos negros.




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